GOVERNO FEDERAL E BANCO DO BRICS ASSINAM CONTRATO DE R$ 1,7 BILHÃO PARA PRIMEIRO HOSPITAL PÚBLICO INTELIGENTE DO BRASIL

Governo Federal e Banco do Brics assinam contrato de R$ 1,7 bilhão para construir o primeiro hospital público inteligente do Brasil.

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Foto: Reprodução / Internet

08/01/2026 ◦ Por: João Vitor Barros

Na última quarta-feira (7), dando início a uma nova etapa da política de modernização da saúde pública, o Governo Federal e o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), conhecido como Banco do Brics, assinaram um contrato de US$ 320 milhões, o equivalente a R$ 1,7 bilhão, destinado à construção do primeiro hospital público inteligente do Brasil. A iniciativa, por sua vez, está inserida na Rede Nacional Agora Tem Especialistas de Hospitais e Serviços Inteligentes, coordenada pelo Ministério da Saúde, que, além disso, prevê investimento total de R$ 4,8 bilhões em todo o país.

Ao mesmo tempo, durante a cerimônia, realizada no Palácio do Planalto, estiveram presentes o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e a presidente do NDB, Dilma Rousseff. Nesse contexto, o ato formalizou o financiamento internacional que viabiliza a implantação do projeto em articulação direta com o governo brasileiro.

Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente

O contrato viabiliza, assim, a construção do Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI), que ficará sediado em São Paulo, mais precisamente no complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Além disso, o projeto reúne investimento total de R$ 1,9 bilhão, somando R$ 110 milhões do governo federal e outros R$ 55 milhões do Governo de São Paulo.

Desde o início do planejamento, o ITMI surgiu com o objetivo de funcionar como referência nacional em assistência hospitalar totalmente digital. Ao mesmo tempo, a proposta também busca servir como modelo para outros países do Brics. Para viabilizar esse formato, a unidade vai operar com inteligência artificial, telemedicina, conectividade integrada e análise avançada de dados clínicos, ampliando a capacidade de atendimento e gestão hospitalar.

Por fim, conforme o cronograma apresentado, a previsão de inauguração do hospital está prevista para 2029.

Capacidade e perfil de atendimento

O ITMI terá foco em urgência e emergência, assistência especializada em medicina de emergência, terapia intensiva e neurologia. Ao todo, a estrutura contará com 800 leitos, sendo:

  • 250 leitos de emergência;
  • 350 leitos de UTI;
  • 200 leitos de enfermaria.

Além disso, o projeto inclui 25 salas cirúrgicas, com previsão de 27 mil cirurgias por ano, e capacidade para atender cerca de 190 mil pacientes internados anualmente.

Financiamento acelerado

O Ministério da Saúde viabilizou o financiamento em prazo considerado recorde. Nesse contexto, após articulação direta com o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o governo obteve a autorização da Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex), do Ministério do Planejamento e Orçamento, em apenas seis meses. Com isso, o processo reduziu em quatro vezes o tempo

Tecnologias previstas para o SUS

Além da estrutura hospitalar, o ITMI vai abrigar um Centro Nacional de Pesquisa Translacional e Inovação, com foco em:

  • medicina de precisão;
  • ciência de dados em saúde;
  • desenvolvimento de algoritmos clínicos;
  • validação de dispositivos médicos;
  • inovação tecnológica aplicada ao SUS.

Entre as soluções previstas, estão:

  • agendamento de consultas com base em IA;
  • triagem automatizada de pacientes;
  • ambulâncias equipadas com tecnologia 5G, permitindo monitoramento em tempo real;
  • uso de cirurgia robótica;
  • análise de dados operacionais hospitalares com inteligência artificial.

Rede nacional de UTIs inteligentes

Além do hospital inteligente, a Rede Nacional Agora Tem Especialistas também prevê a implantação de 14 UTIs inteligentes, com foco prioritário em cardiologia e neurologia. Nesse sentido, essas unidades vão operar de forma integrada em hospitais localizados em 13 estados, distribuídos pelas cinco regiões do país.

Entre as cidades contempladas, estão Manaus (AM), Belém (PA), Salvador (BA), Teresina (PI), Fortaleza (CE), Recife (PE), Dourados (MS), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS).

De acordo com o cronograma, os primeiros serviços devem entrar em funcionamento no primeiro semestre de 2026. Além disso, as UTIs funcionarão de forma totalmente digital, com monitoramento contínuo dos pacientes, integração entre equipamentos e apoio direto à tomada de decisões clínicas.

Ao mesmo tempo, todas as unidades estarão conectadas a uma central de pesquisa e inovação, sob supervisão do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Dessa forma, a estrutura permitirá a troca de informações em tempo real entre especialistas de diferentes regiões do país.

Outros hospitais incluídos na rede

O terceiro eixo da rede contempla a modernização de hospitais de excelência do SUS e a implantação de serviços inovadores. Entre as unidades previstas estão:

  • novo hospital da Unifesp, em São Paulo;
  • seis hospitais federais no Rio de Janeiro;
  • Instituto do Cérebro, no Rio de Janeiro;
  • novo Hospital Oncológico da Baixada Fluminense;
  • novo hospital do Grupo Hospitalar Conceição, no Rio Grande do Sul.

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