GP DA ITÁLIA REÚNE ANTONELLI EM BUSCA DE FEITO HISTÓRICO, BORTOLETO E HOMENAGENS A SCHUMACHER

Líder do Mundial terá punição no grid em Monza, Ferrari prepara tributo ao heptacampeão e brasileiro retorna ao circuito de vitória histórica na Fórmula 2

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03/09/2026 ◦ Por: João Vitor Barros

A Fórmula 1 chega neste fim de semana a um dos circuitos mais tradicionais do automobilismo mundial. O Autódromo Nazionale Monza recebe o GP da Itália, 13ª etapa da temporada 2026, cercado por histórias dentro e fora da pista.

Andrea Kimi Antonelli desembarca em casa na liderança do Mundial e com a possibilidade de encerrar um jejum italiano que dura 60 anos. Gabriel Bortoleto, por sua vez, retorna ao circuito onde protagonizou uma das maiores vitórias da carreira.

Além disso, a Ferrari preparou uma pintura especial em homenagem a Michael Schumacher, enquanto McLaren e outras equipes chegam com novidades técnicas para enfrentar as longas retas do chamado Templo da Velocidade.

Antonelli tenta encerrar jejum de 60 anos

GP DA ITÁLIA

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Nenhum piloto italiano vence o GP da Itália desde Ludovico Scarfiotti, em 1966. Agora, Kimi Antonelli chega a Monza como a principal esperança do país para encerrar essa espera.

O piloto da Mercedes lidera o campeonato com 242 pontos e soma seis vitórias em 12 corridas. Além disso, terminou no pódio em dez etapas neste ano.

Entretanto, Antonelli enfrentará um obstáculo importante. A Mercedes decidiu trocar a unidade de potência do carro e, por isso, o italiano sofrerá uma punição no grid.

A equipe escolheu justamente Monza para cumprir a penalidade porque o circuito possui longas retas e diferentes oportunidades de ultrapassagem. Dessa forma, a Mercedes acredita que Antonelli terá melhores condições para recuperar posições.

“É a melhor corrida para fazer isso. Eu acho que ainda vou ter uma chance de conseguir um grande resultado e obter bons pontos”, afirmou o líder do campeonato.

Ferrari ou Antonelli? Itália vive novo dilema

A ascensão de Antonelli também mudou o ambiente entre os torcedores italianos.

Historicamente, Monza se transforma em território da Ferrari durante o Grande Prêmio. No entanto, a temporada dominante do jovem piloto da Mercedes colocou um italiano novamente na disputa direta pelo Mundial.

A Itália não conquista um título de pilotos desde Alberto Ascari, em 1953. Enquanto isso, a Ferrari não vence o Mundial de Construtores desde 2008.

Por isso, pesquisas citadas pela imprensa italiana indicam uma divisão maior entre a tradicional torcida ferrarista e os novos fãs de Antonelli, principalmente entre os mais jovens.

Mesmo assim, a Ferrari deve continuar como maioria nas arquibancadas de Monza.

Bortoleto retorna ao palco de vitória histórica

Gabriel Bortoleto também guarda boas lembranças do circuito italiano.

Em 2024, ainda na Fórmula 2, o brasileiro largou da última posição na corrida principal e atravessou o pelotão para conquistar uma vitória histórica em Monza.

O resultado teve papel importante na campanha que terminou com o título da F2 e abriu caminho para a chegada à Fórmula 1.

Agora piloto da Audi, Bortoleto retorna ao circuito ocupando a 14ª posição no Mundial, com dez pontos.

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Além disso, o brasileiro destacou recentemente Ayrton Senna e Max Verstappen entre as principais referências da carreira.

“Max é uma grande pessoa, que tem um coração muito bom e é uma das pessoas que mais me ajudam nesse grid”, afirmou Bortoleto.

Sobre Senna, o piloto revelou que continua acompanhando a trajetória do tricampeão e citou a capacidade do brasileiro de superar dificuldades dentro e fora das pistas como inspiração.

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Ferrari homenageia Michael Schumacher

A Ferrari também preparou uma homenagem especial para o GP da Itália.

Os carros de Lewis Hamilton e Charles Leclerc terão uma pintura inspirada na F310 utilizada por Michael Schumacher em 1996, primeira temporada do alemão pela equipe italiana.

O monoposto será predominantemente vermelho, com detalhes em branco e preto nas asas. Além disso, os pneus terão elementos dourados em referência aos aros utilizados naquele período.

O carro também exibirá sete estrelas, uma referência aos sete títulos mundiais de Schumacher.

A homenagem marca os 30 anos da primeira temporada do alemão pela Ferrari. Naquele ano, Schumacher venceu três provas, incluindo justamente o GP da Itália.

Rubinho volta a pilotar Ferrari histórica

A homenagem a Schumacher não ficará restrita aos carros atuais.

No sábado, Rubens Barrichello vai pilotar a Ferrari F2002, carro utilizado pela equipe durante a dominante temporada de 2002.

Rubinho venceu o GP da Itália daquele ano justamente com o modelo.

Já no domingo, Sebastian Vettel também assumirá o volante da F2002 antes da corrida.

Schumacher disputou 11 temporadas pela Ferrari e conquistou 72 vitórias pela equipe. Além disso, venceu cinco vezes em Monza, feito que o coloca ao lado de Lewis Hamilton entre os maiores vencedores do circuito.

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McLaren estreia nova asa traseira

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A McLaren também chega com novidade técnica para a etapa italiana.

A equipe utilizará pela primeira vez em corrida a chamada H-Wing, uma asa traseira giratória desenvolvida para reduzir o arrasto.

O equipamento passou por testes durante os treinos do GP da Hungria, mas ainda não havia participado de uma prova.

Monza, com longas retas e necessidade de elevada velocidade final, oferece justamente um cenário favorável para o dispositivo.

Além disso, a McLaren avaliará outras pequenas modificações aerodinâmicas antes de definir a configuração que utilizará na classificação e na corrida.

A equipe chega embalada depois de vencer os GPs da Hungria e da Holanda.

Norris renova com a McLaren até 2030

Fora da pista, a McLaren também confirmou a permanência de Lando Norris até 2030.

Atual campeão mundial, o britânico de 26 anos está na equipe desde a estreia na Fórmula 1, em 2019.

Norris acumula 13 vitórias e 18 poles pela McLaren. Em 2025, tornou-se o primeiro campeão de pilotos da equipe desde Lewis Hamilton, em 2008.

“Eu gostaria que toda a minha carreira fosse na McLaren, porque estou feliz aqui e não quero mudar”, declarou.

Na temporada atual, Norris soma duas vitórias e quatro pódios.

Hadjar segue fora e Lawson continua na Red Bull

A Red Bull confirmou que Isack Hadjar ainda não retornará ao grid.

O francês segue em recuperação de uma fratura no punho sofrida durante as férias de verão. Por isso, Liam Lawson continuará ao lado de Max Verstappen em Monza.

Lawson já substituiu Hadjar no GP da Holanda e terminou a corrida na sétima posição.

Com a permanência do neozelandês na Red Bull, Yuki Tsunoda novamente assumirá a vaga aberta na Racing Bulls.

A equipe afirmou que Hadjar apresenta boa evolução, mas não pretende acelerar o retorno do piloto.

Motores também ganham destaque em Monza

As unidades de potência estarão entre os principais assuntos do fim de semana.

Além da troca de motor de Antonelli, a Ferrari confirmou que utilizará seu segundo ADUO na etapa.

Ao mesmo tempo, há expectativa sobre uma possível utilização do primeiro token da temporada pela Mercedes.

Dessa forma, o desempenho das novas configurações poderá ter peso importante em um circuito no qual velocidade final e eficiência dos motores exercem papel decisivo.

Fórmula 2 e Fórmula 3 também correm na Itália

Monza também receberá etapas da Fórmula 2 e da Fórmula 3.

Na F2, Nikola Tsolov lidera o campeonato com 167 pontos, seguido por Gabriele Mini, com 147. O brasileiro Rafa Câmara aparece em terceiro, com 145, enquanto Emmo Fittipaldi ocupa a 21ª colocação, com dez pontos.

Já na Fórmula 3, Freddie Slater lidera com 130 pontos, oito a mais que Ugo Ugochukwu. Com 78 pontos ainda disponíveis, sete pilotos seguem com chances matemáticas de título.

Entre os brasileiros, Pedro Clerot ocupa a décima posição, com 48 pontos, enquanto Fefo Barrichello aparece em 27º, com dois.

A corrida do GP da Itália de Fórmula 1 será disputada no domingo (6), no Autódromo Nazionale Monza. Gabriel Bortoleto chega à 13ª etapa na 14ª colocação do Mundial, com dez pontos, enquanto Kimi Antonelli lidera o campeonato com 242 e terá de cumprir punição no grid por troca da unidade de potência.

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