IBGE CONFIRMA MAIORIA FEMININA NO BRASIL E MOSTRA QUEDA DA PROPORÇÃO DE HOMENS COM O AVANÇO DA IDADE
PNAD Contínua 2025 aponta 95,1 homens para cada 100 mulheres no país; entre idosos, diferença cresce ainda mais
Foto: Reprodução / Internet
O Brasil segue com mais mulheres do que homens, segundo dados divulgados pelo IBGE. De acordo com a PNAD Contínua 2025, o país tem 95,1 homens para cada 100 mulheres. Além disso, essa diferença aumenta conforme a idade avança, o que reforça o peso do envelhecimento populacional na composição demográfica brasileira.
Os números mantêm uma tendência que já aparecia no Censo 2022. Naquele levantamento, o IBGE registrou 104.548.325 mulheres e 98.532.431 homens no país, uma diferença de cerca de 6 milhões de pessoas. Na prática, isso significava 94,2 homens para cada 100 mulheres.
Diferença cresce nas idades mais altas
A desigualdade entre homens e mulheres fica mais visível entre os idosos. Segundo a divulgação mais recente do IBGE, a razão de sexo entre pessoas com 65 anos ou mais caiu para 75,9 homens para cada 100 mulheres. Isso mostra que a presença feminina cresce de forma mais acentuada nas faixas etárias mais altas.
O próprio IBGE destaca que a razão de sexo tende a diminuir com o aumento da idade porque a mortalidade masculina é mais elevada em praticamente todos os grupos etários. Portanto, embora nasçam mais meninos do que meninas, essa vantagem inicial vai se perdendo ao longo da vida.
País nasce com mais homens, mas quadro muda ao longo da vida
Segundo o IBGE e materiais educacionais da instituição, é comum nascerem mais homens do que mulheres. Esse padrão aparece no Brasil e também em outros países. Ainda assim, a maior mortalidade masculina altera essa composição demográfica com o passar do tempo.
Entre os fatores mais citados por especialistas estão as chamadas causas externas, como acidentes e violência, que atingem com mais força a população masculina, especialmente nas idades jovens e adultas. Além disso, mulheres costumam procurar mais serviços de saúde e manter acompanhamento médico com maior regularidade, o que também influencia a diferença na sobrevivência ao longo dos anos.
Envelhecimento populacional reforça predominância feminina
O avanço da idade média da população brasileira também ajuda a explicar por que essa diferença fica cada vez mais evidente. Como a população do país envelhece e como as mulheres vivem, em média, mais do que os homens, a proporção feminina cresce nas faixas etárias mais altas.
Esse movimento já aparecia em divulgações anteriores da PNAD. Em 2021, por exemplo, o IBGE registrou 95,6 homens para cada 100 mulheres no total da população. Já entre pessoas com 60 anos ou mais, a razão caía para 78,8 homens para cada 100 mulheres.
Diferença não é igual em todo o país
Apesar da predominância feminina no total nacional, o fenômeno não se distribui da mesma forma em todos os estados e regiões. O IBGE já havia mostrado, em divulgação anterior, que a Região Norte apresentava concentração masculina maior do que o restante do país. Em 2024, por exemplo, a razão de sexo na região ficou em 99,3 homens para cada 100 mulheres, enquanto Nordeste e Sudeste registraram os menores índices, com 93,0 e 94,9, respectivamente.
Além disso, em alguns estados, fatores econômicos ajudam a alterar essa composição. Atividades como agronegócio, mineração e frentes de ocupação territorial costumam atrair mais homens, o que pode gerar equilíbrio maior ou até leve predominância masculina em áreas específicas. Essa leitura aparece com frequência nas análises demográficas sobre diferenças regionais.
Tendência histórica segue em curso
A predominância feminina na população brasileira não surgiu agora. O IBGE mostra que a razão de sexo caiu de 98,7 homens para cada 100 mulheres em 1980 para 96,0 em 2010 e, depois, para 94,2 em 2022. Assim, a trajetória histórica indica uma redução contínua da proporção de homens na população total.
Com a nova PNAD Contínua 2025, o quadro permanece na mesma direção. O país segue com maioria feminina, e a diferença se intensifica nas idades mais elevadas, acompanhando tanto a maior mortalidade masculina quanto o envelhecimento da população brasileira.
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