INADIMPLÊNCIA NO BRASIL CRESCE 38% EM 10 ANOS E ACENDE ALERTA ECONÔMICO
Serasa promove Feirão com descontos de até 99% até 1º de abril em todo o país
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Um levantamento da Serasa revela um cenário persistente de dificuldades financeiras no Brasil. De acordo com o estudo, quatro em cada dez brasileiros com dívidas em atraso seguem com o nome negativado há cerca de uma década, evidenciando a dificuldade de sair da inadimplência.
Ao longo dos últimos dez anos, o número de consumidores inadimplentes cresceu 38,1%. Na atualização mais recente, referente a fevereiro de 2026, o país soma 81,7 milhões de pessoas com contas em atraso, acumulando mais de 332 milhões de dívidas, um volume 43% maior do que o registrado em 2016.
O valor médio das dívidas também aumentou. Considerando a correção pela inflação, passou de R$ 5.880,02 para R$ 6.598,13, uma alta de 12,2%. Hoje, quase metade dos inadimplentes (48%) tem renda de até um salário mínimo, e a maior parte das dívidas está concentrada em bancos e instituições financeiras. Nas regiões Norte e Nordeste, a situação é ainda mais crítica: há famílias que chegam a comprometer até 80% da renda com despesas básicas e pagamento de dívidas.
O perfil dos endividados também mudou. A participação de pessoas com mais de 60 anos cresceu, passando de 12% para 19% ao longo da década, enquanto a presença de jovens entre 18 e 25 anos diminuiu. As mulheres passaram a ser maioria entre os inadimplentes, representando atualmente 50,5% do total.
Dados do Banco Central do Brasil mostram que o endividamento das famílias brasileiras atingiu 49,7% em janeiro. Sem considerar o financiamento imobiliário, o índice fica em 31,3%.
Para a especialista em educação financeira da Serasa, Aline Vieira, o avanço da inadimplência está ligado a fatores econômicos e comportamentais, como juros altos, inflação e o uso do crédito como complemento de renda, muitas vezes sem planejamento.
Outro dado que chama atenção é a reincidência: cerca de 34 milhões de brasileiros permanecem inadimplentes após dez anos. Para especialistas, isso reforça a necessidade de ampliar o acesso à educação financeira no país.
Diante desse cenário, o tema preocupa autoridades. O governo federal já implementou iniciativas como o Desenrola Brasil e o crédito consignado com garantia do FGTS, além de estudar a criação de um fundo para ajudar famílias em situação de superendividamento. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que discutiu a proposta com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas ainda não há definição de novas medidas.
Como alternativa para quem busca sair do vermelho, a Serasa promove o Feirão Limpa Nome, com descontos que podem chegar a 99% e participação de mais de duas mil empresas. As negociações podem ser feitas até 1º de abril em todo o país.
Apesar do cenário desafiador, há um movimento de mudança: oito em cada dez brasileiros afirmam que pretendem investir em educação financeira em 2026 para melhorar a organização das finanças e evitar novas dívidas.