LEITURA E ESCRITA PODEM REDUZIR RISCO DE DEMÊNCIA EM ATÉ 40%, INDICA ESTUDO
Pesquisa da Rush University mostra que estímulos intelectuais ao longo da vida ajudam a proteger o cérebro e retardar o surgimento da Doença de Alzheimer em até cinco anos.
Reprodução / Internet
Ler, escrever e aprender idiomas pode reduzir o risco de desenvolver Doença de Alzheimer em quase 40%. É o que aponta um estudo publicado recentemente pela Rush University. Segundo a pesquisa, a saúde mental na terceira idade é reflexo de estímulos intelectuais acumulados ao longo de toda a vida.
Ao longo de oito anos, os pesquisadores acompanharam quase dois mil idosos e observaram que aqueles com hábitos frequentes de leitura e acesso a bibliotecas retardaram o início da doença em até cinco anos. O efeito protetor também foi observado em pessoas que começaram a exercitar a mente apenas depois dos 80 anos.
A pesquisa também mediu o enriquecimento cognitivo desde a infância até a fase adulta, mostrando que o acesso a livros, museus e jogos cria uma espécie de reserva no cérebro.
Na prática, quem manteve a mente ativa ao longo da vida apresentou habilidades de memória muito mais preservadas e um declínio cognitivo significativamente mais lento.
A doença de Alzheimer afeta atualmente entre 55 e 57 milhões de pessoas no mundo, o equivalente a cerca de 60% a 70% de todos os casos de demência. Com o envelhecimento da população, a expectativa é que o número de casos triplique até 2050, ultrapassando 150 milhões de pessoas.