MENOPAUSA AFETA SAÚDE MENTAL E EXIGE ATENÇÃO, ALERTAM ESPECIALISTAS
Suplementos para a saúde da mulher ajudam a aliviar sintomas e melhorar a qualidade de vida
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A saúde mental tem ganhado espaço nas discussões atuais, mas ainda é, muitas vezes, relacionada apenas ao ambiente profissional. Especialistas, no entanto, reforçam que esse cuidado deve ser ampliado para outras fases da vida — como a menopausa, um período de transição que traz mudanças profundas e exige atenção integral à mulher.
Essa etapa marca o início de um novo ciclo e costuma ser acompanhada por inseguranças, dúvidas e transformações que vão além do físico. Hoje, a menopausa é compreendida como uma fase que também impacta diretamente o emocional, interferindo na qualidade de vida e no bem-estar.
As oscilações hormonais típicas desse período podem afetar o humor, a memória, a concentração e até a forma como o corpo reage ao estresse. De acordo com a psicóloga Bruna Bravo, sintomas como ondas de calor, irritabilidade, insônia e esquecimentos são frequentes. “Além disso, muitas mulheres relatam cansaço constante, alterações no apetite e maior vulnerabilidade a quadros de ansiedade e depressão”, explica.
A médica generalista Thayná Canovas Gonçalves destaca que a menopausa faz parte de um processo mais amplo. “Existe o climatério, que é a fase de transição. A confirmação da menopausa acontece após 12 meses consecutivos sem menstruação. É nesse intervalo que os sintomas tendem a ser mais intensos”, afirma.
Entre as queixas mais comuns estão a diminuição da libido, queda de cabelo, ganho de peso, flacidez da pele e o ressecamento vaginal, que pode provocar desconforto durante as relações.
Diante desse cenário, especialistas reforçam que o cuidado com a saúde não deve se limitar ao aspecto físico. O olhar para o emocional e para os comportamentos é fundamental. Entender a menopausa como um processo natural da vida contribui para enfrentá-la com mais tranquilidade.
A adoção de hábitos saudáveis faz diferença nesse percurso. A prática de atividades físicas, o acompanhamento psicológico e o suporte médico adequado ajudam a minimizar os impactos dessa fase. “Atualmente, existem opções medicamentosas e fitoterápicas que auxiliam no controle dos sintomas e na melhora da qualidade de vida”, destaca Thayná.
O autoconhecimento também surge como um aliado importante. “Reconhecer os sinais do próprio corpo e compreender seus ciclos permite desenvolver estratégias para lidar melhor com as emoções”, pontua a psicóloga.
Busca por qualidade de vida cresce
Com mais informação e conscientização, aumenta o interesse por alternativas que promovam o equilíbrio hormonal e o bem-estar feminino. Esse movimento reflete uma mudança no comportamento das mulheres, que passam a buscar mais qualidade de vida durante a menopausa.
Segundo Vitor Martins, diretor da Feel Fine, as alterações hormonais impactam diretamente a rotina. “Disposição, foco e equilíbrio emocional podem ser afetados, o que explica a procura crescente por soluções que auxiliem o organismo nesse momento”, afirma.
O sono, um dos pilares da saúde mental, também entra em evidência. Alterações na qualidade do descanso podem intensificar o desgaste emocional e prejudicar o humor, levando muitas mulheres a buscar estratégias que favoreçam noites mais tranquilas.
Energia, rotina e bem-estar
A redução da energia ao longo do dia é outra queixa comum. Por isso, cresce o interesse por recursos que contribuam para a vitalidade e o equilíbrio da rotina.
Especialistas destacam que a saúde mental está diretamente ligada ao funcionamento do organismo como um todo. Nesse contexto, ganha força a importância de uma abordagem integrada no cuidado com a mulher.
Pequenas mudanças no dia a dia podem trazer grandes resultados: manter uma rotina de sono regular, evitar excessos de estímulos, reservar momentos de descanso e investir em uma alimentação equilibrada são atitudes essenciais para atravessar essa fase com mais leveza.
A ampliação do debate sobre a menopausa também tem papel fundamental na quebra de tabus. “Estamos vivendo um momento de mais informação e acolhimento. Isso faz com que as mulheres se sintam mais seguras para buscar cuidado e qualidade de vida”, conclui Martins.