MULHERES AINDA GANHAM EM MÉDIA 21% MENOS QUE OS HOMENS NO BRASIL

Segundo o Ministério do Trabalho, mulheres ganham em média R$ 3.908 e homens R$ 4.958

Screenshot 2025-11-10 at 09-43-26 Apesar da Lei da Igualdade Salarial persistem as diferenças nos pagamentos de homens e mulheres — Rádio Senado

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10/11/2025 ◦ Por: Ediana Pimenta

A presença das mulheres no mercado de trabalho continua crescendo, mas a igualdade salarial ainda avança lentamente. Nas 54 mil empresas brasileiras com mais de 100 funcionários, elas ganham, em média, 21,2% menos que os homens, segundo o 4º Relatório de Transparência Salarial.

O estudo, baseado em dados da RAIS de 2024 a 2025, analisou mais de 19 milhões de vínculos trabalhistas, 41% de mulheres e 59% de homens. A remuneração média feminina é de R$ 3.908,76, enquanto a masculina chega a R$ 4.958,43.

Para o Ministério do Trabalho, é urgente acelerar ações que garantam igualdade salarial e oportunidades. Já a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, reforça que é preciso combater as desigualdades estruturais e ampliar políticas como licença-paternidade, auxílio-creche e a divisão das tarefas domésticas.

Entre 2023 e 2025, a participação feminina subiu de 40% para 41,1%, passando de 7,2 para 8 milhões de mulheres empregadas. Se a renda acompanhasse esse crescimento, R$ 92,7 bilhões poderiam ser injetados na economia.

Mesmo com avanços, a desigualdade segue alta. Mulheres negras recebem 33,5% menos no salário de admissão e até 53,3% menos na média geral em relação a homens não negros. Os estados com maior diferença salarial são Paraná e Rio de Janeiro (28,5%), enquanto as menores estão no Piauí (7,2%) e Amapá (8,9%).

Em 2025, o Ministério do Trabalho realizou 787 fiscalizações, atingindo cerca de um milhão de trabalhadores e emitindo 154 autos de infração. Das 54 mil empresas obrigadas pela Lei nº 14.611/2023, 71% já publicaram seus relatórios de igualdade salarial.

Para apoiar o equilíbrio entre vida profissional e pessoal, 20,9% das empresas oferecem licença parental estendida, 21,9% têm auxílio-creche e 44% flexibilizam a jornada de trabalho.

 

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