MULHERES RECEBEM 22% A MENOS QUE OS HOMENS, EM MÉDIA
Enquanto a média nacional de rendimento delas é de R$ 2.697, a dos homens é de R$ 3.459, uma diferença de R$ 762 por mês
Enquanto a média nacional de rendimento delas é de R$ 2.697, a dos homens é de R$ 3.459, uma diferença de R$ 762 por mês

De acordo com um levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) o ganho médio das mulheres brasileiras é 22% menor do que dos homens. Enquanto a média nacional de rendimento delas é de R$ 2.697, a dos homens é de R$ 3.459, uma diferença de R$ 762 por mês. Os dados se baseiam nos números mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), referentes ao 3º trimestre do ano passado.
Em relação à raça, a diferença é ainda maior e chega a 115%. Os homens não negros ganham em média R$ 4.536, mais do que o dobro do das mulheres negras, que recebem R$ 2.105 por mês.
Levando em conta os que têm ensino superior completo, a diferença salarial entre sexos é de 27%. Em média, as mulheres que finalizaram a faculdade ganhavam R$ 2.899 a menos por mês do que os homens com o mesmo grau de instrução.
Ao analisar o rendimento médio por cor e sexo, as mulheres negras com ensino superior tiveram uma média de R$ 3.964, enquanto as mulheres não negras receberam R$ 5.478, resultando em uma diferença de R$ 1.514.
Ao comparar o rendimento médio das mulheres negras com o dos homens não negros (R$ 8.849), ambos com ensino superior, observa-se uma diferença de R$ 4.885.
Entre os trabalhadores em cargos de direção, a disparidade salarial é ainda mais acentuada. Mulheres diretoras e gerentes receberam, em média, R$ 6.798, enquanto seus colegas homens na mesma posição ganharam R$ 10.126, resultando em uma diferença de R$ 3.328 por mês. Em um ano, isso representa quase R$ 40.000 a menos para as mulheres.
A carga semanal de trabalho dos homens é de 53 horas, enquanto a das mulheres é de 55 horas, sem contar o tempo gasto no trajeto até o trabalho. A jornada remunerada masculina supera a feminina em 4,3 horas, enquanto a jornada de trabalho não remunerado das mulheres ultrapassa a dos homens em quase 10 horas.
Em 2022, de acordo com dados da Pnad usados neste estudo, as mulheres dedicaram 499 horas a mais do que os homens a tarefas domésticas, o que equivale a 21 dias extras.
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