MUNDIAL PARALÍMPICO DE ATLETISMO 2025: BRASIL ABRE COM DUAS PRATAS EM NOVA DÉLI
O Brasil começou bem sua caminhada no Mundial Paralímpico de Atletismo 2025. Logo no primeiro dia, em Nova Déli, vieram duas medalhas de prata: uma com o experiente Yeltsin Jacques, nos 5000m T11, e outra com o estreante Vinícius Cabral, nos 100m T71.
27.09.254 - YELTSIN JACQUES - Mundial de Atletismo Nova Déli no Estádio Jawaharlal Nehru, em Nova Déli, na Índia. Foto: Alessandra Cabral/CPB
O Mundial Paralímpico de Atletismo 2025 começou neste sábado (27), em Nova Déli, e o Brasil já subiu duas vezes ao pódio. Logo na estreia, Yeltsin Jacques conquistou a prata nos 5.000m T11, enquanto o estreante Vinicius Augusto Cabral também brilhou ao ficar com a segunda colocação nos 100m T71.
Primeiras medalhas do Brasil
A manhã foi marcada por muita emoção. Na prova dos 5.000m T11, Julio Cesar Agripino liderava até os 2.800m, porém precisou abandonar a disputa por mal-estar. Assim, Yeltsin cresceu no meio da corrida, recuperou posições e garantiu o vice em 15min29s73, sua melhor marca da temporada. O ouro ficou com o japonês Kenya Karasawa, enquanto o russo Fedor Rudakov completou o pódio.
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Menos de uma hora depois, foi a vez do paranaense Vinicius Cabral, estreante em Mundiais, entrar em ação nos 100m T71. Apesar do forte calor, ele alcançou o segundo lugar com 22s43, atrás apenas do polonês Artur Krzyzek, recordista mundial da prova. O grego Ioannis Avramidis terminou em terceiro. Dessa forma, o Brasil fechou a primeira sessão já com duas medalhas garantidas.
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Destaques individuais
Yeltsin Jacques, prata nos 5.000m, comemorou o resultado e destacou as condições extremas:
— “Era o atual campeão mundial da prova na casa do japonês. Agora foi a vez dele vencer. A gente sentiu muito o calor, está muito quente. Só quem está aqui para sentir. Feliz por conquistar a primeira medalha do Brasil nesse Mundial”.
Já Vinicius Cabral, em sua primeira participação em Mundial, ressaltou a emoção da conquista:
— “É uma alegria enorme poder conquistar uma medalha em meu primeiro Mundial. O resultado foi bom, mas não o que queríamos. O calor também dificultou bastante”.
Outros brasileiros em ação
Além dessas pratas, outros atletas também entraram na pista. O paraibano Petrúcio Ferreira, maior vencedor da história da competição, avançou à final dos 100m T47 com o tempo de 10s90. Já o paulista Thomaz Ruan, especialista dos 400m, fez 10s77 — a melhor marca das eliminatórias — e também se classificou. Além disso, Kesley Teodoro e Joeferson Marinho garantiram vagas nas semifinais dos 100m T12.
Por outro lado, Júlio Cesar Agripino, recordista mundial dos 5.000m T11, deixou a prova após mal-estar. Ainda assim, ele segue como referência do país e tentará recuperar-se para outras disputas.
Rayane Soares em foco
Entre as brasileiras, Rayane Soares também merece destaque. Natural de Caxias (MA) e radicada no Distrito Federal, ela participa de seu quarto Mundial. Ouro nos 400m e prata nos 100m em Paris 2024, Rayane agora busca ampliar sua coleção. Aos 28 anos, disputará três provas: 100m (28/9), 200m (30/9) e 400m (5/10), todas na classe T13.
Assim, a participação da atleta reforça o impacto positivo de projetos de incentivo, já que ela integra o Time Neoenergia, voltado ao fortalecimento do esporte feminino no Brasil, em parceria com o Comitê Olímpico do Brasil.
Contexto e expectativas
O Mundial Paralímpico de Atletismo 2025 é a primeira edição após os Jogos de Paris, onde o Brasil conquistou 36 medalhas no atletismo. A competição na Índia vai até 5 de outubro, no estádio Jawaharlal Nehru, com a delegação brasileira composta por 50 atletas e nove atletas-guia.
Portanto, com duas pratas logo no primeiro dia e favoritos ainda por estrear, a expectativa é de que o Brasil siga acumulando conquistas e mantenha sua tradição de protagonismo no paradesporto mundial.
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