“NO BRASIL, O GOVERNO DESENROLA A DÍVIDA E ENTREGA OUTRA”

Análise sobre risco fiscal e aumento da gastança pública reacende debate sobre crédito fácil, endividamento e impacto econômico das medidas do governo Lula

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Getty Images

19/05/2026 ◦ Por: Fábio Sousa

O mercado financeiro internacional já começou a mandar recado sobre o rumo da economia brasileira.

E talvez o mais preocupante seja justamente quem está fazendo esse alerta.

As análises do BTG Pactual estão entre as mais acompanhadas por investidores internacionais, fundos estrangeiros e grandes agentes econômicos que decidem onde colocar bilhões de dólares ao redor do mundo.

E quando surge uma projeção de que o Brasil pode acumular um déficit de até R$ 1,4 trilhão nos próximos anos por causa da gastança exagerada, exorbitante, descontrolada e descomunal do atual governo, o impacto é imediato.

O investidor foge.

Porque ninguém coloca dinheiro em um país sem confiança econômica.

E aí os juros continuam altos.

Porque, para controlar a inflação e evitar que ela exploda ainda mais, o Banco Central precisa manter juros elevados.

Mas o governo continua anunciando mais gastos.

Hoje mesmo anunciou linha de crédito para motoristas de aplicativo e taxistas comprarem carro.

Mais crédito.

Eu torço muito para que o brasileiro não seja tão inexperiente.

Porque o brasileiro já conhece o governo Luiz Inácio Lula da Silva e sabe como essa história funciona.

Semana passada, o governo lançava programa para “desenrolar” a vida dos brasileiros endividados, porque o país bate recorde de inadimplência.

Agora, logo depois, libera mais crédito para as pessoas fazerem mais dívida.

Qual é a lógica disso?

O governo quer criar a falsa sensação de que as coisas estão melhores.

Você pega financiamento, compra um carro, fica feliz naquele momento e acha que a vida melhorou.

Só que esquece que assumiu mais quatro ou cinco anos de prestação.

E, no final das contas, às vezes nem consegue pagar.

Porque a economia continua fraca.

O motorista não encontra passageiros suficientes.

O mercado desacelera.

A demanda diminui.

Mas o governo segue apostando no consumo financiado como estratégia eleitoral.

E o mercado já percebeu isso.

Aliás, a própria Dilma Rousseff resumiu bem anos atrás quando disse que “o PT faz o diabo para ganhar eleição”.

E fazem mesmo.

A Dilma quebrou o Brasil para conseguir a reeleição em 2014.

E eu vou falar uma coisa: o Lula está fazendo pior do que Dilma fez em 2014.

Tudo para não perder o poder este ano.

E o pior de tudo é que pode dar certo para ele.

Não para o brasileiro.

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