NOVAS MENSAGENS DE VORCARO A MORAES AUMENTAM PRESSÃO SOBRE O STF

Mensagens citam pedido de proteção e contrato de R$ 131 milhões; caso também gerou discussão entre Moraes e Mendonça

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Gustavo Moreno/STF

01/09/2026 ◦ Por: Andréia Nikely

Novas mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, ex-presidente do Banco Master, aumentaram a pressão sobre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Nesta terça-feira (1º), o ministro André Mendonça determinou que documentos do caso deixassem de ser sigilosos e pediu informações à Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre as mensagens. Ele também pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, que o caso seja levado para análise dos ministros da Corte.

Entre as mensagens, uma chama atenção por ter sido enviada dois dias antes da primeira prisão de Vorcaro. O banqueiro pergunta se deveria deixar o país e fala sobre a possibilidade de contar com ajuda de autoridades para evitar medidas contra ele.

Em outra mensagem, Vorcaro cita “Paulo” e “Andrei”, que seriam, segundo a investigação, Paulo Gonet, procurador-geral da República, e Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal. Vorcaro também fala sobre a necessidade de “proteção”.

Outro ponto que entrou na investigação envolve um contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes.

De acordo com a Polícia Federal, Moraes fez alterações no documento antes da versão final do contrato. O escritório de Viviane afirmou que o ministro foi consultado sobre o contrato e que não havia impedimento para a contratação.

O relatório da PF tem 218 páginas e reúne mensagens encontradas no celular de Vorcaro. Parte das conversas, porém, não foi recuperada por completo.

O caso também provocou uma discussão acalorada entre Alexandre de Moraes e André Mendonça nos bastidores do STF. Segundo relatos divulgados nesta terça-feira, o desentendimento aconteceu em meio à tensão causada pelas novas informações da investigação.

Mendonça quer que o plenário do STF analise o caso e pediu explicações à PGR sobre as mensagens e as autoridades citadas por Vorcaro.

Até o momento, o conteúdo faz parte de uma investigação e não comprova, por si só, que Alexandre de Moraes tenha cometido algum crime.

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