NÚMERO DE MÉDICOS SEM ESPECIALIZAÇÃO CRESCE NOS ÚLTIMOS SEIS ANOS NO BRASIL

Dados do estudo Demografia Médica no Brasil 2025, divulgados nesta semana, mostram um aumento expressivo no número de médicos generalistas no país — profissionais que não possuem título de especialista.

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02/05/2025 ◦ Por: Marcos Nazone




Esse cenário contribuiu para o crescimento da busca por cursos de pós-graduação lato sensu em áreas médicas

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Divulgação/Redes Sociais

Dados do estudo Demografia Médica no Brasil 2025, divulgados nesta semana, mostram um aumento expressivo no número de médicos generalistas no país — profissionais que não possuem título de especialista. O levantamento foi elaborado pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e a Associação Médica Brasileira (AMB).

De acordo com o estudo, um dos principais fatores para esse crescimento é o descompasso entre o número de formandos em medicina e as vagas disponíveis em programas de residência médica, principal caminho para a especialização profissional.

Em 2018, o Brasil registrava cerca de 167,7 mil estudantes matriculados em cursos de graduação em medicina, enquanto o número de médicos cursando residência era de aproximadamente 37,7 mil. Já em 2024, esse número subiu para 287,4 mil alunos na graduação e 47,7 mil em residência — um crescimento maior na base formativa do que nas oportunidades de especialização.

Outro ponto destacado pelo levantamento é o tempo que muitos médicos levam para iniciar uma residência após a formatura. Segundo os dados, 51,5% dos profissionais demoram até um ano para começar a se especializar. Outros 22,1% iniciam em até dois anos; 12,5%, em até três anos; 9,2%, em até cinco anos; e 4,7% levam mais de cinco anos para iniciar a residência.

Esse cenário contribuiu para o crescimento da busca por cursos de pós-graduação lato sensu em áreas médicas, oferecidos por instituições privadas. Esses cursos são autorizados pelo Ministério da Educação (MEC), mas não são reconhecidos pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) nem pelos conselhos regionais como válidos para concessão do título de especialista.

As áreas com maior oferta de cursos de pós-graduação no último ano foram endocrinologia e metabologia, dermatologia, psiquiatria, radiologia e diagnóstico por imagem, além de hematologia e hemoterapia.

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