PIB DA ARGENTINA CRESCE 3,3% NO TERCEIRO TRIMESTRE E MARCA QUARTO AVANÇO CONSECUTIVO
PIB da Argentina cresce 3,3% no terceiro trimestre, marca o quarto avanço consecutivo e evita recessão, segundo dados oficiais divulgados pelo Indec.
Foto: Reprodução / Internet
O Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina registrou crescimento de 3,3% no terceiro trimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados na última terça-feira (16) pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) e confirmam o quarto trimestre consecutivo de expansão econômica no país vizinho.
Apesar do avanço, o resultado ficou abaixo das projeções do mercado, que apontavam crescimento de 3,5% para o período. Ainda assim, o desempenho trouxe alívio ao governo argentino após a leve desaceleração registrada no segundo trimestre.
Crescimento trimestral afasta risco de recessão
Na comparação com o segundo trimestre, o PIB argentino avançou 0,3% em termos sazonalmente ajustados. Com isso, a economia evitou uma recessão técnica, caracterizada por duas quedas consecutivas na atividade econômica.
Além disso, o Indec informou que revisões positivas nos indicadores mensais de atividade econômica já indicavam um cenário mais favorável para o terceiro trimestre.
Investimentos lideram a expansão da economia
Do lado da demanda, o principal motor do crescimento foi o investimento fixo bruto, que apresentou forte alta e puxou a atividade econômica. Além disso, o avanço foi sustentado por ganhos em setores estratégicos.
Entre os destaques setoriais, a intermediação financeira liderou a expansão, seguida por mineração e extração e pelo setor de hotéis e restaurantes, refletindo maior circulação econômica e recuperação gradual de serviços.
Por outro lado, alguns segmentos ainda enfrentam dificuldades. O setor de pesca registrou queda expressiva, enquanto a indústria manufatureira e o segmento de eletricidade, gás e água também apresentaram retração no período.
Exportações e consumo avançam, mas indústria segue pressionada
As exportações tiveram crescimento relevante, reforçando o desempenho positivo da demanda externa. Ao mesmo tempo, o consumo privado avançou de forma moderada, enquanto os gastos públicos também apresentaram leve alta.
Apesar disso, economistas observam que o consumo interno e a produção industrial seguem sob pressão, o que limita um crescimento mais robusto no curto prazo.
Cenário político e expectativas para 2025
O resultado econômico ocorre após a vitória expressiva do partido do presidente Javier Milei nas eleições legislativas de meio de mandato, realizadas no fim de outubro. A reação do mercado foi imediata, com forte valorização dos ativos argentinos, refletindo apoio à agenda econômica do governo, mesmo diante das medidas de austeridade.
Para 2025, o governo argentino projeta crescimento de 5,4%, enquanto a Pesquisa de Expectativas de Mercado (REM) do Banco Central estima uma expansão mais moderada, de 4,4%.
Enquanto isso, analistas acompanham de perto como a terceira maior economia da América Latina irá consolidar essa recuperação, em um cenário ainda marcado por inflação elevada, ajustes fiscais e desafios estruturais.
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