PNAD CONTÍNUA: DESEMPREGO CAI A 5,6% E SUBUTILIZAÇÃO RECUA A 13,9%, NO MENOR NÍVEL DA SÉRIE
O Brasil fechou o trimestre julho–setembro de 2025 com desemprego de 5,6% e subutilização de 13,9%, ambos mínimos históricos da PNAD Contínua. Com renda recorde e massa salarial em alta, o mercado de trabalho manteve a ocupação elevada e ampliou os vínculos formais, apesar de oscilações setoriais.
Foto: Reprodução / Internet
O mercado de trabalho brasileiro manteve a trajetória de melhora no trimestre julho–agosto–setembro de 2025. A taxa de desocupação caiu para 5,6%, repetindo o menor patamar desde o início da série da PNAD Contínua (2012). Ao mesmo tempo, a subutilização desceu para 13,9%, também a mais baixa da história. Assim, o país consolidou um quadro de desemprego menor, renda maior e massa salarial recorde.
Desemprego cai, e subutilização renova piso histórico
Primeiro, o desemprego recuou 0,2 p.p. frente ao trimestre anterior (5,8%) e 0,8 p.p. na comparação anual (6,4%). Em números absolutos, a população desocupada caiu para 6,0 milhões, o menor contingente da série: menos 209 mil no trimestre e menos 809 mil em um ano.
Além disso, a taxa composta de subutilização atingiu 13,9% (–0,5 p.p. no trimestre; –1,8 p.p. no ano), o menor nível já registrado. Com isso, a população subutilizada ficou em 15,8 milhões, mínima desde 2014.
Ocupação se mantém elevada, com carteira assinada em novo recorde
Em paralelo, a população ocupada permaneceu robusta em 102,4 milhões. O nível de ocupação ficou em 58,7% (estável no trimestre, +0,3 p.p. no ano).
No setor privado, os empregados com carteira chegaram a 39,2 milhões, novo recorde, estáveis no trimestre e +2,7% no ano (mais 1,0 milhão). Por outro lado, os sem carteira somaram 13,5 milhões, estáveis no trimestre, –4,0% no ano.
Também avançaram os conta própria: 25,9 milhões (estáveis no trimestre; +4,1% no ano). Já o setor público alcançou 12,8 milhões (+2,4% em doze meses).
Renda real bate recorde e sustenta a massa salarial
Além do emprego, a qualidade melhorou. O rendimento real habitual subiu para R$ 3.507, recorde da série. Ficou estável no trimestre (+0,3%), mas cresceu 4,0% em relação a 2024.
Consequentemente, a massa de rendimento chegou a R$ 354,6 bilhões, também recorde (estável no trimestre; +5,5% no ano).
Setores: agro e construção puxam; comércio e domésticos recuam
Na abertura setorial, agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura avançou 3,4% (mais 260 mil ocupados) e construção também cresceu 3,4% (mais 249 mil). Em contraste, comércio e reparação de veículos diminuiu 1,4% (menos 274 mil) e serviços domésticos recuaram 2,9% (menos 165 mil).
Na comparação anual, transporte, armazenagem e correio (+6,7%; +371 mil) e administração pública, defesa, seguridade, educação e saúde (+3,9%; +724 mil) sustentaram a alta. Em sentido oposto, serviços domésticos encolheram 5,1% (–301 mil).
Informalidade estável e desalento no menor nível desde 2015
Enquanto isso, a taxa de informalidade ficou em 37,8% (ou 38,7 milhões), repetindo o trimestre anterior e abaixo de 2024 (38,8%).
Além disso, a população desalentada caiu para 2,6 milhões, a menor desde 2015, com estabilidade no trimestre e –14,1% em um ano. Já a força de trabalho totalizou 108,5 milhões (estável no trimestre; +0,5% no ano).
Rendimento por atividade: ganhos difundidos no ano
Por fim, no recorte de renda por setores, houve alta anual em cinco grupamentos:
- Agro (+6,5%; +R$ 134),
- Construção (+5,5%; +R$ 145),
- Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (+3,9%; +R$ 184),
- Administração pública e áreas sociais (+4,3%; +R$ 199),
- Serviços domésticos (+6,2%; +R$ 79).
No curto prazo, alojamento e alimentação cresceu 5,5% (+R$ 122), enquanto os demais ficaram estáveis.
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