PRÉVIA DO PIB RECUA 0,25% EM OUTUBRO E SINALIZA DESACELERAÇÃO DA ECONOMIA BRASILEIRA
Prévia do PIB cai 0,25% em outubro, com retração da indústria e dos serviços, e indica desaceleração da economia brasileira, aponta BC.
Foto: Reprodução / Rede social
A economia brasileira voltou a apresentar retração em outubro. Segundo dados divulgados pelo Banco Central, o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) caiu 0,25% na comparação com setembro, já com ajuste sazonal.
Dessa forma, o indicador confirmou o segundo mês consecutivo de queda da atividade no país. Em setembro, o índice já havia apresentado recuo.
Com o resultado, o IBC-Br fechou outubro aos 108,2 pontos. No mês anterior, o patamar era de 108,4 pontos.
Atividade se afasta do pico registrado no primeiro semestre
Além disso, os dados mostram que a economia perdeu força após atingir níveis recordes. O maior valor da série recente ocorreu em abril, quando o indicador chegou a 110,4 pontos.
Desde então, a atividade econômica acumulou retração de 2,03%. Com isso, outubro marcou o nível mais baixo desde dezembro de 2024.
Ainda assim, quando a comparação é anual, o cenário segue positivo. Em relação a outubro do ano passado, o índice avançou 0,38%.
No acumulado de 12 meses, o crescimento chega a 2,52%, conforme o Banco Central.
Indústria e serviços lideram a queda do indicador
Por outro lado, o recuo de outubro teve impacto direto de dois setores centrais da economia. A indústria registrou queda de 0,74% na comparação mensal.
Ao mesmo tempo, o setor de serviços apresentou retração de 0,23%. Juntos, os dois segmentos puxaram a queda do IBC-Br.
Em sentido oposto, a agropecuária apresentou desempenho positivo. O setor cresceu 3,7% em relação a setembro.
Mesmo assim, o avanço do campo não foi suficiente para compensar as perdas da indústria e dos serviços.
Juros elevados pressionam a atividade econômica
Esse movimento ocorre em um cenário de juros altos. Atualmente, a taxa Selic está em 15% ao ano, o maior nível desde 2006.
Nesse contexto, o crédito fica mais caro. Como resultado, o consumo tende a desacelerar. Além disso, os investimentos também perdem fôlego.
Por esse motivo, a política monetária acaba funcionando como um freio para a atividade econômica. O objetivo, no entanto, é conter a inflação.
IBC-Br antecipa tendências do PIB oficial
O IBC-Br é divulgado mensalmente e utiliza uma base semelhante à do IBGE. Por isso, o mercado trata o índice como uma prévia do Produto Interno Bruto.
Ainda assim, o Banco Central ressalta que o indicador não substitui o PIB oficial. O dado definitivo da economia é divulgado trimestralmente pelo IBGE.
No terceiro trimestre, por exemplo, o PIB oficial avançou 0,1%. Já o IBC-Br apontou queda de 0,9% no mesmo período.
Ambos os resultados, no entanto, ainda podem passar por revisões.
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