PSOL ACIONA MPT CONTRA NIKOLAS POR DEMISSÕES LIGADAS A CHARLIE KIRK
Grupo de nove parlamentares protocolou representação no MPT por suposto assédio laboral e abuso de direito motivado por convicções políticas
📷: Bruno Santos/Folhapress
Um grupo de nove deputados do PSOL protocolou nesta terça-feira (16) uma representação no Ministério Público do Trabalho (MPT) solicitando investigação contra o deputado Nikolas Ferreira (PL).
Os parlamentares acusam Ferreira de incentivar a demissão de colaboradores que publicaram mensagens críticas sobre a morte do ativista americano Charlie Kirk, morto em um atentado na última quarta-feira (10), nos Estados Unidos.
Segundo a denúncia, divulgada pela Folha de São Paulo, Nikolas teria pressionado empresas e órgãos públicos nas redes sociais para afastar funcionários que se manifestaram publicamente sobre o caso, resultando em alguns desligamentos.
Na representação, os deputados apontam abuso de direito e assédio laboral por convicção política, prática que violaria direitos previstos no artigo 5º da Constituição Federal.
O grupo também pediu que o empresário Tallis Regence Coelho Gomes seja investigado por apoiar a campanha e divulgar a hashtag #DemitaExtremistas.
“Trata-se de uma campanha, orquestrada pela extrema direita, de perseguição e amedrontamento dos trabalhadores em razão de suas opiniões e convicções políticas não alinhadas às pautas da extrema direita”, afirmaram os deputados.
A representação é assinada por Guilherme Boulos, Erika Hilton, Célia Xakriabá, Henrique Vieira, Ivan Valente, Luciene Cavalcante, Talíria Petrone, Tarcísio Motta e Paulo Lemos. O MPT ainda não se manifestou sobre os próximos passos.
À Folha, Nikolas Ferreira declarou que a única reação que pretende ter à representação é “mandar eles caçarem um lote para capinar”.