QUANTO MAIS CEDO OS JOVENS TÊM CELULAR, MAIORES OS RISCOS À SAÚDE

Ansiedade, depressão e distúrbios do sono estão na lista

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📷 Getty Images

18/02/2026 ◦ Por: Priscyla Ávila

Jovens de 12 anos que já têm smartphone apresentam mais sintomas depressivos, maior risco de obesidade e dormem menos do que aquelas sem aparelho, segundo uma pesquisa elaborada com mais de 10 mil adolescentes, e publicada recentemente na revista Pediatrics.

 

O levantamento acompanhou jovens por até seis anos e analisou também a idade de aquisição do primeiro celular: aos 12 anos, 64% já possuíam smartphone, e aos 14 anos, 89% já tinham o aparelho próprio. A idade mediana de aquisição foi 11 anos. A cada ano mais cedo de introdução, maior a probabilidade de problemas.

 

Na comparação entre os que tinham celular e os que não possuíam o aparelho, os cientistas concluíram que aqueles com contavam com o equipamento tiveram risco 30% maior de depressão, 40% maior de obesidade e 60% maior de distúrbios do sono.

 

Embora não haja prova de causa direta, a associação é consistente e multifatorial. O celular pode atuar como “amplificador” de sedentarismo, privação de sono e estímulos emocionais intensos, competindo com o neurodesenvolvimento. Entre 8 e 12 anos, que é a fase de consolidação de sono, hábitos e autorregulação, a exposição precoce a estímulos dopaminérgicos pode prejudicar rotinas e favorecer dependência, mesmo sem uso excessivo: nessa faixa, o tempo médio de telas já ultrapassava cinco horas diárias.

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