QUANTO VALE A FÓRMULA 1? OS NÚMEROS QUE REVELAM A DIMENSÃO DA CATEGORIA EM 2025

A Fórmula 1 movimentou cifras bilionárias em 2025, ampliou audiência global e revelou os pilotos mais bem pagos da temporada. Veja os números, valores e o impacto econômico da categoria.

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Foto: Reprodução / Internet

11/12/2025 ◦ Por: João Vitor Barros

A temporada 2025 da Fórmula 1 terminou em Abu Dhabi e, embora a McLaren tenha dominado a reta final, o ano ficou marcado por números que revelam a força comercial e esportiva da categoria. Ao longo de 24 GPs além de seis sprints o campeonato celebrou seu 75º aniversário e consolidou uma expansão que vai muito além das pistas.

Expansão global e presença esportiva

A F1 passou por 21 países nesta temporada. Apenas Estados Unidos e Itália tiveram mais de uma corrida. Além disso, os 21 pilotos que correram em 2025 representaram 14 nacionalidades. Em 2026, esse número deve subir para 15 com a chegada da Cadillac, que pagou US$ 450 milhões para entrar no grid e ainda investirá centenas de milhões na operação inicial.

Valorização das equipes e crescimento financeiro

Um dos destaques foi a valorização da McLaren. Em cinco anos, seu valor aumentou cerca de 500%. Após receber investimento da MSP Sports Capital, a equipe se reestruturou, ampliou o faturamento com patrocínios e voltou a brigar por títulos. Assim, saltou de US$ 750 milhões para aproximadamente US$ 4,5 bilhões em valor de mercado.

Audiência em alta e novos contratos de mídia

Não por acaso, o interesse global continua crescendo. Nos Estados Unidos, a audiência média chegou a 1,3 milhão de espectadores por corrida, próxima do recorde histórico. A partir de 2026, as transmissões passam para a Apple TV, em um acordo de US$ 140 milhões anuais aumento significativo em relação ao contrato anterior.

Além disso, a base global de fãs chegou a 827 milhões, alta de 12% em relação ao ano anterior. Em julho, o GP da Grã-Bretanha recebeu 500 mil pessoas durante o fim de semana, um dos recordes da categoria.

O dinheiro do paddock: pilotos mais bem pagos

Como era esperado, Max Verstappen liderou a lista de pilotos mais bem pagos da temporada. Embora não tenha conquistado o título, o holandês voltou ao topo pelo quarto ano consecutivo. Logo atrás aparece Lewis Hamilton em sua primeira temporada pela Ferrari. Lando Norris, campeão de 2025, fecha o top 3 após bônus milionários.

Ranking de salários da F1 em 2025 (salário + bônus)

(Valores aproximados convertidos pela cotação atual)

1. Max Verstappen (RBR)

  • Salário: R$ 354,5 milhões
  • Bônus: R$ 60 milhões
  • Total: R$ 414,5 milhões

2.Lewis Hamilton (Ferrari)

  • Salário: R$ 382 milhões
  • Bônus: R$ 3 milhões
  • Total: R$ 385 milhões

3.Lando Norris (McLaren)

  • Salário: R$ 98 milhões
  • Bônus: R$ 215 milhões
  • Total: R$ 313 milhões

4.Oscar Piastri (McLaren)

  • Salário: R$ 54,5 milhões
  • Bônus: R$ 150 milhões
  • Total: R$ 204,5 milhões

5.Charles Leclerc (Ferrari)

  • Salário: R$ 164 milhões
  • Total: R$ 164 milhões

6.Fernando Alonso (Aston Martin)

  • Salário: R$ 131 milhões
  • Bônus: R$ 14 milhões
  • Total: R$ 145 milhões

7.George Russell (Mercedes)

  • Salário: R$ 82 milhões
  • Bônus: R$ 60 milhões
  • Total: R$ 142 milhões

8.Lance Stroll (Aston Martin)

  • Salário: R$ 65 milhões
  • Bônus: R$ 8 milhões
  • Total: R$ 73 milhões

9.Carlos Sainz (Williams)

  • Salário: R$ 54,5 milhões
  • Bônus: R$ 16 milhões
  • Total: R$ 70,5 milhões

10.Kimi Antonelli (Mercedes)

  • Salário: R$ 27 milhões
  • Bônus: R$ 41 milhões
  • Total: R$ 68 milhões

Bilheteria, teto orçamentário e bastidores

Outro número expressivo veio do cinema. O filme F1, estrelado por Brad Pitt, arrecadou US$ 630 milhões mundialmente, mais US$ 40 milhões em ações de marketing.

Paralelamente, o teto orçamentário implantado em 2021 segue transformando a economia da categoria. Em 2025, o limite ficou em torno de US$ 170 milhões. Em 2026, subirá para cerca de US$ 215 milhões, devido às mudanças técnicas dos carros.

Nos bastidores, um dos fatos mais comentados foi a saída de Christian Horner da Red Bull. Sua rescisão chegou a US$ 105 milhões. Já Toto Wolff, da Mercedes, vendeu uma participação minoritária e viu seu patrimônio estimado atingir US$ 2,5 bilhões.

Um esporte que movimenta dinheiro, público e cultura

Com valores bilionários, audiência crescente e expansão estratégica, a Fórmula 1 segue acelerando rumo a um modelo cada vez mais global, tecnológico e lucrativo. E com grandes mudanças previstas para 2026, a expectativa é de um novo salto comercial e esportivo no futuro próximo.

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