REINO UNIDO AVALIA PROIBIÇÃO DE REDES SOCIAIS PARA CRIANÇAS, INSPIRADA EM MODELO AUSTRALIANO

Reino Unido avalia proibir redes sociais para crianças e adolescentes, em medida inspirada na Austrália, com foco em saúde mental e segurança online.

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foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

20/01/2026 ◦ Por: João Vitor Barros

O governo do Reino Unido iniciou, nesta segunda-feira (20), uma consulta pública para discutir o uso de redes sociais por crianças e adolescentes. Entre as propostas em análise, está a possibilidade de restringir ou proibir o acesso às plataformas digitais para menores de uma determinada idade.

A iniciativa segue uma linha semelhante à adotada recentemente pela Austrália, que proibiu o uso de redes sociais por crianças e adolescentes com menos de 16 anos.

Consulta pública amplia debate sobre idade mínima

Além da possível proibição, o governo britânico avalia medidas mais rígidas de verificação de idade nas plataformas digitais. O objetivo, nesse caso, é impedir o acesso precoce de crianças a conteúdos considerados inadequados.

Ao mesmo tempo, autoridades analisam se a idade mínima atual para consentimento digital continua adequada. Essa discussão ocorre diante das mudanças rápidas no ambiente online e do aumento do tempo de exposição de jovens às telas.

Recursos digitais também entram na discussão

Outro ponto em análise envolve ferramentas que podem estimular o uso excessivo das redes sociais. Entre elas, está a rolagem infinita, apontada por especialistas como um fator de comportamento compulsivo.

Dessa forma, o governo considera a possibilidade de limitar ou remover esse tipo de recurso, especialmente em contas utilizadas por menores de idade.

Reino Unido observa experiência da Austrália

Como parte do processo, ministros britânicos devem visitar a Austrália nas próximas semanas. O país se tornou o primeiro do mundo a adotar uma proibição nacional de redes sociais para menores de 16 anos.

A intenção é entender como a política vem sendo aplicada na prática. Além disso, o governo quer avaliar quais mecanismos de fiscalização funcionam melhor e quais desafios surgiram desde a implementação da medida.

Saúde mental e segurança online no centro do debate

O debate ocorre em meio a preocupações crescentes com a saúde mental de crianças e adolescentes. Estudos recentes apontam relação entre uso excessivo das redes sociais, ansiedade e comparação constante.

Nesse contexto, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que a infância não deve ser marcada por pressão por curtidas ou julgamento permanente de estranhos.

Proibição divide opiniões

Embora parte dos especialistas defenda a proibição como forma de proteção, o tema gera divergências. Críticos alertam que restrições amplas podem empurrar práticas nocivas para ambientes menos visíveis.

Além disso, há o receio de que medidas rígidas limitem aspectos positivos das redes sociais, como acesso à informação e interação social. Por isso, educação digital e controle parental também entram na discussão.

=Tendência global de regulação digital

A consulta pública reunirá contribuições de especialistas, escolas, famílias e empresas de tecnologia. Após essa etapa, o governo decidirá se avança com um projeto de lei ou novas diretrizes regulatórias.

Assim, o debate no Reino Unido reforça uma tendência global de maior controle do ambiente digital quando o público infantil está envolvido, ampliando a discussão sobre segurança, direitos e inovação tecnológica

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