RENDA DOMICILIAR PER CAPITA SOBE E CHEGA A R$ 2.316 EM 2025, APONTA IBGE

IBGE informa que a renda domiciliar per capita do Brasil chegou a R$ 2.316 em 2025. DF lidera (R$ 4.538) e MA tem menor valor (R$ 1.219).

notas_real_20_10_05_2_2_de_1

Foto: Reprodução / Internet

28/02/2026 ◦ Por: João Vitor Barros

A renda domiciliar per capita do Brasil chegou a R$ 2.316 em 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador, calculado a partir da PNAD Contínua, reúne rendimentos do trabalho e de outras fontes e, por isso, ajuda a retratar o poder de compra médio por pessoa dentro dos domicílios.

Além disso, o levantamento expõe diferenças importantes entre as unidades da federação. Enquanto o Distrito Federal aparece na liderança, com R$ 4.538, o Maranhão registra o menor valor do país, com R$ 1.219. Assim, o intervalo entre o maior e o menor rendimento per capita supera três mil reais.

Como o IBGE calcula o rendimento domiciliar per capita

O IBGE calcula o rendimento domiciliar per capita como a razão entre o total dos rendimentos domiciliares nominais e o total de moradores. Nesse cálculo, entram tanto os rendimentos de trabalho quanto os de outras fontes, como aposentadorias e benefícios.

Ao mesmo tempo, o instituto considera todos os moradores do domicílio. Portanto, o cálculo inclui também pessoas classificadas como pensionistas, empregados domésticos e parentes de empregados domésticos.

Além disso, os valores resultam dos rendimentos brutos efetivamente recebidos no mês de referência da pesquisa. Em seguida, o IBGE acumula as informações da primeira visita da PNAD Contínua ao longo dos quatro trimestres de 2025, o que consolida o número anual.

Para que serve a divulgação: impacto no rateio do FPE

A divulgação atende à Lei Complementar 143/2013, que define novos critérios de rateio do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE). Dessa forma, os dados alimentam compromissos ligados à definição dos valores repassados ao Tribunal de Contas da União (TCU), que utiliza o indicador no cálculo de fatores representativos do inverso do rendimento domiciliar per capita.

Assim, além de funcionar como termômetro social, o indicador também influencia regras de distribuição de recursos entre estados e DF.

Ranking: Distrito Federal lidera, e Maranhão registra menor renda

No recorte por unidade da federação, o Distrito Federal aparece em primeiro lugar, com R$ 4.538. Em seguida, vêm estados do Sudeste e do Sul, que se mantêm entre os maiores patamares:

  • São Paulo: R$ 2.956
  • Rio Grande do Sul: R$ 2.839
  • Santa Catarina: R$ 2.809
  • Rio de Janeiro: R$ 2.794
  • Paraná: R$ 2.762

Na sequência, ainda acima do valor nacional, aparecem:

  • Mato Grosso do Sul: R$ 2.454
  • Goiás: R$ 2.407
  • Minas Gerais: R$ 2.353
  • Mato Grosso: R$ 2.335

Ou seja, nove estados e o Distrito Federal superaram a média brasileira de R$ 2.316.

Por outro lado, estados do Norte e do Nordeste concentram os menores rendimentos. Nesse grupo, o destaque fica para o Maranhão, com R$ 1.219, além de valores próximos em outras unidades:

  • Acre: R$ 1.392
  • Ceará: R$ 1.390
  • Pará: R$ 1.420
  • Alagoas: R$ 1.422
  • Bahia: R$ 1.465
  • Amazonas: R$ 1.484
  • Piauí: R$ 1.546
  • Paraíba: R$ 1.543
  • Pernambuco: R$ 1.600

Enquanto isso, alguns estados aparecem em faixa intermediária, como Rondônia (R$ 1.991) e Tocantins (R$ 2.036), que ficam mais próximos do valor nacional.

Nota sobre Roraima e decisão judicial

No caso de Roraima, o IBGE informa uma observação específica: em cumprimento a decisão judicial, o valor divulgado aparece com referência própria. Assim, o estado consta no material com R$ 1.878, além de uma nota que menciona R$ 1.764 em função do mandado de segurança citado pelo órgão.

Para saber mais sobre as noticias do Brasil e do mundo basta acessar o Rede Fonte News

Você também vai gostar de ler