SALÁRIO MÍNIMO DE 2026 JÁ ESTÁ EM VIGOR; VEJA O NOVO VALOR E OS PRINCIPAIS IMPACTOS
Salário mínimo de 2026 entra em vigor a R$ 1.621. Reajuste de 6,8% impacta salários, INSS, benefícios sociais e economia brasileira.
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O salário mínimo de 2026 entrou em vigor em todo o Brasil a partir de 1º de janeiro, com valor fixado em R$ 1.621. O reajuste representa alta de 6,8% em relação a 2025, quando o piso era de R$ 1.518, o que significa um aumento nominal de R$ 103. Apesar de a vigência começar em janeiro, trabalhadores e beneficiários passam a receber o novo valor a partir de fevereiro, nos pagamentos referentes ao mês de janeiro.
Além disso, o novo piso nacional afeta diretamente salários, aposentadorias, pensões e benefícios sociais vinculados ao mínimo, ampliando o alcance do reajuste para milhões de brasileiros ao longo de 2026.
Como o governo calculou o reajuste
O governo definiu o novo valor com base na política permanente de valorização do salário mínimo, prevista na Lei nº 14.663/2023. O cálculo soma dois fatores:
- a inflação acumulada em 12 meses até novembro, medida pelo INPC;
- o crescimento do PIB de dois anos antes, limitado a 2,5% pelas regras fiscais.
Para 2026, a inflação considerada ficou em 4,4%, enquanto o crescimento do PIB de 2024 entrou com o teto permitido de 2,5%. Dessa forma, a soma resultou no reajuste de 6,8%.
Com isso, o salário mínimo diário passou a R$ 54,04, e o valor da hora trabalhada subiu para R$ 7,37.
Quem tem direito ao salário mínimo
O piso nacional vale para trabalhadores sob regime da CLT e para beneficiários de programas sociais e previdenciários, como aposentadorias do INSS, BPC e seguro-desemprego. Por outro lado, profissionais PJ não se enquadram no piso, pois seguem regras contratuais próprias.
Após o desconto mínimo de 7,5% de contribuição ao INSS, quem recebe um salário mínimo terá valor líquido aproximado de R$ 1.499,42. Trabalhadores que ganham o piso seguem isentos de Imposto de Renda e não sofrem desconto de FGTS no salário.
Aposentadorias e benefícios do INSS
O reajuste alcança diretamente aposentados e pensionistas que recebem o piso previdenciário. A partir dos pagamentos realizados no fim de janeiro, esses beneficiários passam a receber R$ 1.621.
Já quem recebe acima do salário mínimo terá correção apenas pela inflação. Segundo estimativas do Dieese, cerca de 70,8% dos beneficiários do INSS recebem valores atrelados ao piso, o que amplia significativamente o impacto do reajuste nas contas públicas.
BPC, PIS/Pasep e seguro-desemprego
O Benefício de Prestação Continuada (BPC) também acompanha o novo valor, passando automaticamente para R$ 1.621. Além disso, o critério de renda para acesso ao benefício sobe para R$ 405,25 por pessoa da família.
O abono salarial PIS/Pasep segue como referência o salário mínimo vigente no momento do pagamento. Em 2026, os depósitos começam em 15 de fevereiro, e quem trabalhou o ano-base completo poderá receber o valor integral do piso.
No caso do seguro-desemprego, nenhuma parcela pode ser inferior ao salário mínimo, garantindo pagamento mínimo de R$ 1.621 ao trabalhador desempregado.
Impactos no Cadastro Único e em contribuições
Com o novo piso, o limite de renda para inscrição no Cadastro Único (CadÚnico) sobe para R$ 810,50 por pessoa, já que o critério considera até meio salário mínimo per capita. Apesar disso, o Bolsa Família não tem reajuste previsto para 2026.
Para os microempreendedores individuais (MEI), a contribuição mensal ao INSS, equivalente a 5% do salário mínimo, passa para R$ 81,05. Já o MEI caminhoneiro terá contribuição entre R$ 202,42 e R$ 207,42, conforme a atividade exercida.
Margem do consignado e efeito na economia
O novo valor amplia a margem do crédito consignado, que pode comprometer até 35% da renda. Com o piso de R$ 1.621, a margem sobe para R$ 569,45.
Segundo o Dieese, o reajuste deve injetar cerca de R$ 81,7 bilhões na economia ao longo de 2026, impulsionando consumo e arrecadação. Por outro lado, o aumento também eleva despesas obrigatórias: a cada R$ 1 de reajuste, o custo adicional para os cofres públicos gira em torno de R$ 380,5 milhões.
Evolução do salário mínimo nos últimos 10 anos
- 2017: R$ 937
- 2018: R$ 954
- 2019: R$ 998
- 2020: R$ 1.045
- 2021: R$ 1.100
- 2022: R$ 1.212
- 2023: R$ 1.320
- 2024: R$ 1.412
- 2025: R$ 1.518
- 2026: R$ 1.621
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