SELEÇÃO BRASILEIRA CHEGA A 100 DIAS DA COPA COM VAGAS ABERTAS EM TODOS OS SETORES
A 100 dias da Copa 2026, Brasil ainda tem vagas em aberto. Ancelotti avalia laterais, zaga, meio e ataque, com Neymar como grande dúvida.
Foto: @rafaelribeirorio / CBF
A contagem regressiva para a Copa do Mundo de 2026 entra em uma fase decisiva para a seleção brasileira. A 100 dias do início do torneio, o Brasil ainda não tem um “time fechado” e, apesar de alguns nomes aparecerem como praticamente certos, Carlo Ancelotti mantém disputas abertas do gol ao ataque. Ao mesmo tempo, os adversários da fase de grupos, Marrocos, Haiti e Escócia, seguem em preparação e também terão amistosos importantes nas próximas semanas.
Além da discussão sobre o retorno de Neymar e o impacto físico até a convocação final, o momento é de definição de peças, ajustes de formação e, sobretudo, leitura de cenário: quem chega em alta na reta final de temporada europeia, quem volta de lesão e quem consegue ganhar terreno na próxima Data Fifa.
Calendário de decisões e últimos testes
Pelo planejamento divulgado na imprensa, Ancelotti deve usar os amistosos do fim de março como o último grande laboratório antes da lista final, prevista para maio. Assim, cada convocação passa a ter peso extra, porque a margem para novos testes diminui, enquanto a pressão por desempenho aumenta.
Goleiros: Alisson na frente, disputa forte pelas outras vagas
No gol, Alisson aparece como o nome mais consolidado do ciclo. Ainda assim, o cenário não é de tranquilidade total. Lesões recentes e alternância de minutos abriram espaço para concorrentes, e isso mantém a briga viva pelas duas vagas restantes.
Nesse contexto, Bento, Ederson e Hugo Souza despontam como os principais candidatos. Bento ganhou força com sequência positiva em clube e boa adaptação a jogos de intensidade. Ederson, por outro lado, teve um caminho mais irregular no ciclo, mas segue valorizado pela experiência e por já ter histórico em jogos grandes. Já Hugo Souza, mesmo com pouco tempo em campo pela seleção, entra na conversa por fase e por desempenho em decisões.

Foto: Reprodução / Internet
Zaga: dupla encaminhada, mas a lista ainda tem espaços
Na defesa, Marquinhos e Gabriel Magalhães aparecem como favoritos para formar a base. Ainda assim, existe uma discussão paralela que pode alterar o desenho: a condição física de Éder Militão, que se recupera de lesão e, ao mesmo tempo, oferece versatilidade para atuar também na lateral direita.
Além deles, Danilo segue como peça valiosa, principalmente por liderança e capacidade de atuar em diferentes funções. Ao mesmo tempo, outros nomes continuam no radar, sobretudo por questões de forma recente, retomada pós-lesão e necessidade de encaixe com o sistema do treinador.

Foto: Reprodução / Internet
Laterais: setor mais “aberto” e sem dono definitivo
Se existe um setor em que as dúvidas são maiores, ele está nas laterais. Ao longo do ciclo, faltou uma sequência longa de um mesmo titular, e a concorrência segue ampla. Além disso, a possibilidade de improvisações e mudanças de sistema deixa o tema ainda mais imprevisível.
Na esquerda, aparecem em disputa jogadores com características bem diferentes: alguns mais defensivos e experientes, outros com maior capacidade de construção por dentro e chegada ao ataque. Na direita, o cenário se repete: há laterais de velocidade e profundidade, enquanto outros entram na briga por equilíbrio e leitura tática.
Consequentemente, a tendência é que a lista final traga perfis complementares, e não apenas “os melhores por posição”.

Foto: Reprodução / Internet
Meio-campo: pilares definidos, mas com dúvidas no entorno
No meio, Casemiro e Bruno Guimarães aparecem como pilares. Ainda assim, o desenho ao redor deles pode variar bastante, principalmente por causa do perfil que Ancelotti escolherá para cada jogo: mais controle, mais intensidade ou mais criatividade.
Além disso, jogadores como Andrey Santos e Lucas Paquetá surgem com prestígio, enquanto outros tentam ganhar espaço por regularidade em clubes e por encaixe em funções específicas. Do mesmo modo, a disputa por vagas “de rotação” segue aberta, porque o treinador precisa equilibrar marcação, saída de bola e chegada ao ataque.

Foto: Reprodução / Internet
Ataque: base forte, mas a “última peça” muda jogo a jogo
No ataque, há um núcleo com alta chance de estar no Mundial, desde que não haja imprevistos físicos. Ainda assim, o setor também tem suas incertezas, e elas pesam porque envolvem decisões de estilo: ponta de velocidade, ponta de recomposição, segundo atacante ou um centroavante mais fixo.
Nesse cenário, Neymar é o grande ponto de interrogação. O retorno dele depende de condição física, ritmo competitivo e avaliação final do treinador. Em paralelo, a disputa por uma vaga de referência na área segue intensa, com candidatos de perfis distintos e isso pode mudar a forma como o Brasil ataca e pressiona sem a bola.

Foto: Reprodução / Internet
Grupo do Brasil: como chegam Marrocos, Haiti e Escócia
Além da própria seleção, o Brasil precisa olhar para o que encontrará na fase de grupos. De acordo com o sorteio, os adversários serão Marrocos, Haiti e Escócia.
Marrocos: peso de favorito do grupo e turbulência recente
Marrocos aparece como o rival mais forte da chave e, portanto, como o principal teste do Brasil já na fase inicial. Mesmo assim, a seleção africana convive com pressão interna após resultados recentes e debate sobre desempenho em jogos decisivos.
Ainda assim, trata-se de uma equipe com identidade física, transição rápida e jogadores acostumados a grandes ligas europeias. Por isso, mesmo em fase de ajustes, Marrocos tende a ser o duelo mais exigente do grupo.

Foto: Reprodução / Internet
Haiti: retorno ao Mundial e desafio logístico
Já o Haiti chega com o discurso de reconstrução e com o objetivo claro de competir acima das expectativas. Ao mesmo tempo, o país enfrenta desafios extracampo que frequentemente afetam logística, preparação e mando de jogos, o que torna o ciclo mais complexo.
Ainda assim, seleções em retorno à Copa costumam jogar com alto nível de motivação, e esse fator pode equilibrar momentos das partidas, principalmente em jogos de margem curta.

Foto: Reprodução / Internet
Escócia: euforia pelo retorno e atenção às lesões
Por fim, a Escócia vive ambiente de entusiasmo, especialmente pelo retorno ao Mundial. Ainda assim, o debate interno gira em torno de consistência e profundidade de elenco. Além disso, a condição física de algumas peças importantes pode influenciar diretamente o nível da equipe na estreia do torneio.
Mesmo assim, os escoceses tradicionalmente entregam um jogo de intensidade, com disputa forte por bola e alto volume sem ela, o que pode exigir do Brasil paciência e controle emocional.

Foto: Reprodução / Internet
Para saber mais sobre as noticias do Brasil e do mundo basta acessar o Rede Fonte News