SORTEIO DA COPA DO MUNDO 2026: ENTENDA POTES, REGRAS E TODAS AS NOVIDADES DO NOVO MUNDIAL COM 48 SELEÇÕES
Brasil é cabeça de chave, e torneio terá 12 grupos, restrições inéditas e estreantes históricos
Foto: Divulgação / FIFA
A Copa do Mundo da FIFA 2026 marca o início de uma nova era no futebol mundial. Pela primeira vez na história, o torneio contará com 48 seleções, o que obriga a uma reformulação completa do formato de disputa, da divisão dos grupos ao desenho do mata-mata. Antes de a bola rolar, porém, o grande evento é o sorteio final, que acontece no dia 5 de dezembro de 2025, no Kennedy Center, em Washington, capital dos Estados Unidos.
É nessa cerimônia que as seleções vão descobrir quem serão seus adversários na fase de grupos, quais caminhos poderão percorrer até a final e em que cidades e estádios vão atuar. A decisão da Copa está marcada para 19 de julho de 2026, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Nesse contexto, o Brasil chega como cabeça de chave, posicionado no pote 1 ao lado das principais forças do futebol mundial.
Como funcionam os potes do sorteio
Para organizar o sorteio de um Mundial com 48 seleções, a FIFA estruturou as equipes em quatro potes com 12 seleções cada. Essa divisão segue basicamente dois critérios:
- A presença obrigatória dos três países-sede no pote 1.
- A posição das demais seleções no Ranking Mundial da FIFA/Coca-Cola, divulgado em 19 de novembro de 2025.
Dessa forma, a distribuição ficou da seguinte maneira:
Pote 1 – Cabeças de chave
O pote 1 reúne os anfitriões e as seleções mais bem posicionadas no ranking. Estão nele:
Canadá, México, Estados Unidos, Espanha, Argentina, França, Inglaterra, Brasil, Portugal, Holanda, Bélgica e Alemanha.
Além disso, há regras específicas para os países-sede. Para respeitar a tabela-base já desenhada pela FIFA:
- o México será automaticamente o cabeça de chave do Grupo A (A1);
- o Canadá ocupará a posição B1;
- os Estados Unidos ficarão com a posição D1.
As outras nove seleções do pote 1 serão sorteadas para as posições 1 dos grupos restantes, sempre na condição de cabeças de chave.

Foto: Divulgação / FIFA
Pote 2
O pote 2 é formado por seleções de alto nível que, embora não sejam cabeças de chave, possuem tradição e força competitiva. Estão nele:
Croácia, Marrocos, Colômbia, Uruguai, Suíça, Japão, Senegal, Irã, Coreia do Sul, Equador, Áustria e Austrália.

Foto: Divulgação / FIFA
Pote 3
Já o pote 3 reúne equipes que podem equilibrar qualquer chave e, em alguns casos, criar cenários de “grupo da morte”. Compõem esse pote:
Noruega, Panamá, Egito, Argélia, Escócia, Paraguai, Tunísia, Costa do Marfim, Uzbequistão, Catar, Arábia Saudita e África do Sul.

Foto: Divulgação / FIFA
Pote 4
Por fim, o pote 4 mistura seleções já classificadas com vagas ainda pendentes das repescagens. Nele estão:
Jordânia, Cabo Verde, Gana, Curaçao, Haiti, Nova Zelândia, quatro vagas da repescagem europeia (A, B, C e D) e duas vagas da repescagem intercontinental (1 e 2).
Na prática, isso significa que o pote 4 pode tanto trazer seleções estreantes quanto países tradicionais que ainda lutam pela classificação.

Foto: Divulgação / FIFA
Passo a passo do sorteio
O sorteio seguirá uma ordem rigorosa, justamente para dar transparência e evitar qualquer confusão. Em primeiro lugar, todas as seleções do pote 1 serão sorteadas e distribuídas entre os grupos de A a L, sempre na posição 1 de cada chave.
Em seguida, a FIFA passará ao pote 2, depois ao pote 3 e, por fim, ao pote 4, sempre preenchendo grupos na sequência, do A ao L. Ao mesmo tempo, cada grupo já tem um padrão de posições pré-definido para cada pote. Assim, no momento em que uma seleção é sorteada, ela não só entra em um grupo, como também assume automaticamente uma posição interna (por exemplo, A2, A3 ou A4), o que determina:
- a ordem dos confrontos;
- as cidades em que a equipe vai jogar;
- os dias em que entrará em campo na fase de grupos.
Dessa maneira, o sorteio não define apenas adversários, mas também logística e calendário de cada seleção.

Foto: Divulgação / FIFA
Regras de confederação e equilíbrio entre continentes
Para evitar desequilíbrios e grupos com excesso de seleções de uma mesma região, a FIFA manteve a regra tradicional de limite por confederação. Assim:
- Nenhum grupo pode ter mais de uma seleção da mesma confederação,
- A única exceção é a UEFA, que terá 16 representantes. Nesse caso, cada grupo poderá ter até duas seleções europeias, nunca mais do que isso.
Além disso, as seleções que avançarem por meio das repescagens intercontinentais também seguirão essas restrições. A FIFA leva em conta o “caminho” de cada repescagem para que, mesmo sem saber antecipadamente o nome exato do classificado, a confederação já esteja prevista e respeite as regras de distribuição.
Dois caminhos até as semifinais: chaveamento pensado com antecedência
Outra novidade importante diz respeito ao chaveamento até as semifinais. A FIFA não deixou esse desenho ao acaso. Durante a elaboração da tabela, a entidade criou dois caminhos principais até a fase semifinal, com o objetivo de evitar que todas as grandes seleções se acumulem no mesmo lado do quadro.
Por isso, as quatro seleções mais bem colocadas no ranking entram no sorteio com restrições específicas:
- a 1ª colocada (Espanha) e a 2ª (Argentina) serão sorteadas em metades opostas do chaveamento;
- o mesmo vale para a 3ª (França) e a 4ª (Inglaterra).
Na prática, isso significa que, se todas confirmarem o favoritismo e vencerem seus grupos, a tendência é que não se encontrem antes da final, o que aumenta as chances de uma decisão entre duas grandes forças.

Foto: Divulgação / FIFA
Novo formato esportivo: 12 grupos e mais vagas no mata-mata
O aumento para 48 seleções alterou profundamente a estrutura do torneio. Agora, a fase de grupos terá:
- 12 grupos,
- 4 seleções em cada um.
Depois dessa fase, a classificação para o mata-mata será feita da seguinte forma:
- avançam os dois primeiros colocados de cada grupo;
- além disso, passam também os oito melhores terceiros colocados.
Com isso, a etapa seguinte contará com 32 seleções, em um mata-mata mais longo e com maior margem para surpresas. Ao mesmo tempo, esse modelo diminui as chances de eliminação precoce de grandes seleções, mas abre espaço para “zebras” avançarem.
Brasil no pote 1: vantagem importante, mas sem garantia de facilidade
Do ponto de vista brasileiro, estar no pote 1 é uma vantagem clara. Isso porque a Seleção não poderá enfrentar nenhuma das outras potências do mesmo pote na fase de grupos, como Espanha, França, Inglaterra, Argentina ou Alemanha.
Por outro lado, o desenho dos outros potes permite cenários bem diferentes. Em um grupo mais pesado, por exemplo, o Brasil poderia ter:
- Croácia ou Uruguai no pote 2;
- Noruega ou Egito no pote 3;
- e uma seleção perigosa como Gana ou Cabo Verde no pote 4.
Em contrapartida, um sorteio mais amigável poderia colocar o Brasil diante de:
- Austrália no pote 2;
- Catar no pote 3;
- e Haiti ou Nova Zelândia no pote 4.
Ou seja, apesar de a condição de cabeça de chave proteger a Seleção contra outras grandes forças, o sorteio ainda pode produzir tanto um grupo de médio risco quanto um grupo de altíssimo nível, dependendo da combinação final.
Estreias históricas: novas caras no Mundial de 2026
A ampliação do torneio também abre espaço para novas histórias. Quatro seleções já garantiram participação em uma Copa do Mundo pela primeira vez:
- Cabo Verde, pelas Eliminatórias africanas;
- Jordânia, classificando-se na Ásia;
- Uzbequistão, também pela Ásia;
- Curaçao, pela Concacaf.
Além dessas, outras seleções tradicionais, mas com poucas participações, retornam ao Mundial, como Panamá, Haiti e Nova Zelândia.
Além disso, a repescagem intercontinental ainda pode levar à Copa seleções como Suriname e Nova Caledônia, o que reforça o caráter global e mais inclusivo da edição de 2026.
Definição de estádios e horários: o que vem depois do sorteio
Embora o sorteio defina os confrontos da fase de grupos, ele não encerra o planejamento do torneio. No dia seguinte ao evento em Washington, no sábado, 6 de dezembro, a FIFA divulgará a tabela de jogos atualizada, com:
- o estádio de cada partida;
- a cidade-sede correspondente;
- e o horário de início dos confrontos.
Nesse processo, a entidade leva em consideração fatores como:
- deslocamentos entre cidades;
- condições climáticas;
- fuso horário e audiência global;
- e a necessidade de oferecer condições esportivas equilibradas para todas as seleções.
Dessa forma, a construção da tabela final tenta conciliar interesse esportivo, logística e televisão, algo cada vez mais complexo em um Mundial de 48 seleções espalhado por três países-sede.
Um Mundial maior, mais complexo e ainda mais imprevisível
Em resumo, a Copa do Mundo de 2026 combina novo formato, mais seleções, mais jogos e mais variáveis. O sorteio em Washington não será apenas um evento protocolar: ele vai definir desde o grau de dificuldade dos grupos até o caminho dos favoritos no mata-mata.
Para o Brasil, estar no pote 1 é um ponto de partida fundamental. Entretanto, como a composição dos demais potes é forte e diversa, o sorteio pode tanto desenhar um percurso teoricamente mais acessível quanto criar uma chave com cara de “grupo da morte”.
De qualquer forma, o dia 5 de dezembro marca o primeiro grande capítulo da Copa de 2026. A partir dali, torcedores, seleções e comissões técnicas poderão projetar cenários, calcular cruzamentos e começar, de fato, a contagem regressiva para o maior Mundial da história.
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