SUPERÁVIT COMERCIAL CRESCE 40,3% E CHEGA A US$ 42,3 BILHÕES NO PRIMEIRO SEMESTRE
Exportações avançaram 11,5% entre janeiro e junho, enquanto governo elevou para US$ 90 bilhões a projeção de saldo positivo em 2026
Foto: Reprodução / Internet
A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 42,357 bilhões no primeiro semestre de 2026, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Com isso, o saldo positivo cresceu 40,3% em relação ao mesmo período de 2025, quando havia alcançado US$ 30,187 bilhões.
Entre janeiro e junho deste ano, as exportações somaram US$ 184,773 bilhões. Enquanto isso, as importações chegaram a US$ 142,415 bilhões.
Além disso, diante do desempenho mais forte do comércio exterior, o governo elevou a projeção de superávit comercial para todo o ano de 2026, de US$ 72,1 bilhões para US$ 90 bilhões.
Exportações crescem 11,5%
Nos primeiros seis meses do ano, as exportações brasileiras avançaram 11,5% em comparação com o mesmo período de 2025.
Além disso, os três principais setores registraram crescimento.
A agropecuária exportou US$ 42,654 bilhões, alta de 9,2%. Já a indústria extrativa teve o maior avanço percentual, de 24,2%, e alcançou US$ 46,427 bilhões.
Enquanto isso, a indústria de transformação registrou crescimento de 7,1% e somou US$ 94,701 bilhões em vendas ao exterior.
Importações avançam 5,1%
Por outro lado, as importações cresceram 5,1% no primeiro semestre.
A indústria de transformação concentrou a maior parte das compras externas, com US$ 132,862 bilhões. Além disso, o setor registrou alta de 5,9% na comparação anual.
Já as importações da agropecuária caíram 16,3% e ficaram em US$ 2,709 bilhões. Da mesma forma, a indústria extrativa apresentou retração de 1,3%, com US$ 5,898 bilhões.
Junho tem exportações recordes
Somente em junho, o Brasil registrou superávit comercial de US$ 9,758 bilhões.
O resultado veio de US$ 36,277 bilhões em exportações e US$ 26,52 bilhões em importações.
Além disso, as vendas brasileiras ao exterior cresceram 24,9% em relação a junho de 2025 e alcançaram o maior valor já registrado para todos os meses da série histórica.
Enquanto isso, as importações avançaram 14,4%.
Indústria extrativa impulsiona embarques
Nas exportações de junho, todos os setores registraram crescimento.
No entanto, o principal destaque ficou com a indústria extrativa, que avançou 58,4%, impulsionada principalmente pelas vendas de petróleo bruto.
Segundo o MDIC, o valor das exportações de petróleo aumentou devido à alta das cotações internacionais. Além disso, o volume embarcado também cresceu.
A agropecuária, por sua vez, registrou alta de 18%, puxada principalmente pelas vendas de soja.
Já a indústria de transformação avançou 14,7%, com destaque para carnes, combustíveis e farelo de soja.
Exportações aos Estados Unidos voltam a crescer
As exportações brasileiras para os Estados Unidos cresceram 3,7% em junho e somaram US$ 3,472 bilhões.
Com isso, as vendas ao mercado norte-americano registraram a primeira alta desde julho de 2025.
Além disso, as importações de produtos dos Estados Unidos caíram 12,3% e totalizaram US$ 3,471 bilhões. Dessa forma, o Brasil teve superávit de US$ 1 milhão na relação comercial com o país durante o mês.
O avanço das exportações foi impulsionado principalmente pelos combustíveis. Também cresceram as vendas de petróleo bruto, aeronaves e carne bovina.
No acumulado do primeiro semestre, porém, as exportações para os Estados Unidos caíram 13% e ficaram em US$ 17,428 bilhões.
China garante maior saldo positivo
A China continuou como um dos principais destinos das exportações brasileiras.
Em junho, as vendas para o país asiático cresceram 24,4% e alcançaram US$ 12,291 bilhões.
Ao mesmo tempo, as importações de produtos chineses avançaram 27,1% e somaram US$ 7,801 bilhões. Assim, o Brasil registrou superávit de US$ 4,490 bilhões com a China no mês.
Além disso, no primeiro semestre, as exportações para o mercado chinês cresceram 21,9%, chegando a US$ 58,322 bilhões.
Consequentemente, o saldo comercial positivo com a China alcançou US$ 19,777 bilhões entre janeiro e junho.
Comércio com a Argentina recua
Em sentido contrário, as exportações para a Argentina caíram 18,1% em junho e somaram US$ 1,325 bilhão.
Enquanto isso, as importações cresceram 17,2% e chegaram a US$ 1,285 bilhão.
Dessa forma, o Brasil registrou superávit de US$ 40 milhões no comércio com o país vizinho durante o mês.
No acumulado do primeiro semestre, as exportações brasileiras para a Argentina recuaram 19,4%. Ainda assim, o saldo comercial permaneceu positivo em US$ 951 milhões.
Vendas para União Europeia avançam
As exportações para a União Europeia também cresceram em junho.
As vendas brasileiras para o bloco avançaram 32,4% e chegaram a US$ 4,888 bilhões. Já as importações cresceram 13,9% e somaram US$ 4,708 bilhões.
Com isso, o Brasil teve superávit de US$ 180 milhões no mês.
Além disso, no acumulado do primeiro semestre, as exportações para o bloco cresceram 12,8%, enquanto as importações caíram 0,4%. Dessa forma, o saldo positivo chegou a US$ 2,643 bilhões.
Governo projeta superávit de US$ 90 bilhões
Após os resultados do primeiro semestre, o MDIC elevou a projeção para a balança comercial de 2026.
Agora, o governo espera superávit de US$ 90 bilhões, contra a estimativa anterior de US$ 72,1 bilhões.
Se a previsão se confirmar, o resultado será 32,3% maior que o saldo de US$ 68,1 bilhões registrado em 2025.
Além disso, o governo projeta exportações de US$ 394,4 bilhões e importações de US$ 304,4 bilhões ao longo de 2026.
Já a corrente de comércio, que representa a soma das exportações e importações, deve alcançar US$ 698,8 bilhões neste ano.
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