USO PROLONGADO DE MELATONINA PODE AUMENTAR RISCO DE INSUFICIÊNCIA CARDÍACA E MORTE
Os dados revelaram que entre os adultos que usaram melatonina por 12 meses ou mais, cerca de 90% tiveram mais chances de desenvolver insuficiência cardíaca ao longo de cinco anos
📷 iStock / Jairo Bouer
Resultados parciais de um estudo apresentado hoje, 3, pela American Heart Association revelaram que o uso da melatonina por longos períodos pode estar ligado ao risco de desenvolvimento de insuficiência cardíaca e de morte.
O hormônio é produzido naturalmente pelo organismo. Ele é responsável por preparar o corpo para adormecer. A suplementação é indicada para casos específicos, como pacientes com transtorno do espectro autista, deficiência visual ou distúrbio do ritmo circadiano. Mas o uso da melatonina tem se tornado cada vez mais popular por conta do seu efeito indutor de sono, especialmente em tempos em que a insônia é cada vez mais comum, por diversos fatores, que incluem rotina acelerada, excesso do uso de telas e sedentarismo.
Os pesquisadores analisaram cinco anos de registros eletrônicos de saúde de mais de 130 mil adultos com insônia. Metade dos pacientes usou melatonina por pelo menos um ano.
Os dados revelaram que entre os adultos que usaram melatonina por 12 meses ou mais, cerca de 90% tiveram mais chances de desenvolver insuficiência cardíaca ao longo de cinco anos, em comparação com os que não fizeram uso do hormônio. Os participantes que tomavam melatonina tiveram 3,5 vezes mais chances de serem hospitalizados por insuficiência cardíaca. Esse grupo teve quase o dobro do risco de morte por qualquer causa.
De acordo com os autores, apesar de os resultados levantarem preocupações de segurança a respeito do uso da melatonina, ainda não são suficientes para estabelecer uma relação causal direta.