VÍRUS NIPAH REACENDE ALERTA INTERNACIONAL APÓS SURTO NA ÍNDIA
Surto de vírus Nipah na Índia reacende alerta: doença tem alta letalidade, sem vacina, e exige vigilância; risco global segue baixo.
Foto: Reprodução / Internet
Autoridades de saúde monitoram um novo surto do vírus Nipah (NiV) na Índia, depois que um hospital em Calcutá (Kolkata), no estado de Bengala Ocidental, registrou cinco casos confirmados desde meados de janeiro.
Além disso, a investigação relaciona o cluster à transmissão dentro do ambiente hospitalar, com predomínio entre profissionais de saúde, enquanto equipes locais colocaram cerca de 100 contatos próximos em quarentena e testagem.
Ao mesmo tempo, o episódio acendeu um alerta em outros países da Ásia, principalmente porque o Nipah combina alta letalidade e ausência de vacina e de tratamento específico.
Ainda assim, especialistas e autoridades mantêm a avaliação de que, neste momento, o risco de disseminação ampla continua baixo, já que o vírus exige, em geral, contato próximo para se transmitir com eficiência.
O que é o vírus Nipah
O Nipah integra o grupo dos henipavírus e apareceu pela primeira vez em surtos no fim dos anos 1990, no Sudeste Asiático. Desde então, a região registrou novos episódios, principalmente no subcontinente indiano.
Além disso, a comunidade científica acompanha o vírus com atenção porque ele causa doença grave e porque as autoridades de saúde mantêm o NiV entre os patógenos que exigem vigilância reforçada.
Como o Nipah se transmite
Em geral, o vírus circula na natureza em morcegos frugívoros, e a transmissão pode acontecer quando pessoas entram em contato com alimentos contaminados (como frutas ou produtos derivados) ou com animais infectados.
Além disso, em surtos recentes, o monitoramento destacou a transmissão de pessoa para pessoa, principalmente em famílias e, sobretudo, em hospitais, quando falhas de proteção ampliam o risco para equipes de saúde.
Por isso, autoridades costumam agir rapidamente: elas isolam casos, rastreiam contatos e reforçam protocolos de controle de infecção para interromper cadeias de transmissão.
Sintomas e evolução
Os sintomas iniciais costumam parecer os de viroses comuns: febre, dor de cabeça, dores no corpo, vômitos e dor de garganta. Em seguida, alguns pacientes evoluem para sonolência, tontura e redução do nível de consciência.
Em quadros graves, o Nipah pode provocar pneumonia, convulsões e encefalite, com progressão rápida. Além disso, a janela de incubação geralmente fica entre 4 e 14 dias, embora registros indiquem início de sintomas até 45 dias após a exposição.
Por que o Nipah preocupa
O principal ponto de atenção envolve a letalidade, que pode variar, em diferentes surtos, entre 40% e 75%. Ao mesmo tempo, como a medicina ainda não oferece tratamento antiviral específico, médicos concentram os cuidados em suporte clínico e controle de complicações.
E o risco para outros países, incluindo o Brasil?
Até agora, autoridades não registraram casos no Brasil. Além disso, avaliações internacionais indicam baixo risco de importação no cenário atual, embora a vigilância siga ativa, principalmente com atenção a viagens e a sintomas compatíveis após deslocamentos.
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