YOUTUBE SE DEFENDE DE ACUSAÇÕES DE VÍCIO DIGITAL EM CRIANÇAS DURANTE JULGAMENTO NOS EUA

Empresa afirma que não tinha intenção de tornar a plataforma viciante e destaca prioridade na qualidade do conteúdo. Caso pode criar precedente sobre responsabilidade de redes sociais.

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📷 Reprodução: internet

11/02/2026 ◦ Por: Segismar Júnior

O YouTube, subsidiária do Google, negou que tenha buscado tornar a plataforma viciante para crianças. A declaração foi feita durante o segundo dia de um julgamento nos Estados Unidos que pode servir de precedente para centenas de processos contra grandes empresas de tecnologia.

O advogado da empresa, Louis Lee, explicou que a plataforma não pretende “reprogramar o cérebro” dos usuários e que seu objetivo é oferecer entretenimento e aprendizado, da mesma forma que livros ou conteúdos educativos. O caso envolve uma jovem de 20 anos que alega ter sofrido graves danos mentais após desenvolver dependência das redes sociais ainda na infância.

Lee destacou comunicações internas da empresa que, segundo ele, demonstram foco na qualidade do conteúdo oferecido. TikTok e Snapchat, que também poderiam ser responsabilizados, optaram por resolver o caso por meio de acordos confidenciais com a vítima.

O processo questiona principalmente o modelo das redes sociais, incluindo algoritmos e ferramentas de personalização que podem incentivar o consumo excessivo de vídeos. Os autores dos processos afirmam que essas práticas são negligentes e prejudiciais.

Especialistas alertam que o desfecho do julgamento pode estabelecer um marco importante sobre a responsabilidade civil de empresas de tecnologia em relação ao impacto de seus serviços sobre crianças e adolescentes.

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