VENDAS DE NATAL DEVEM MOVIMENTAR R$ 72,7 BILHÕES E MARCAR O MELHOR RESULTADO EM 10 ANOS

Comércio projeta alta, contratações crescem e e-commerce dispara às vésperas das festas

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Foto: Reprodução / Internet

04/12/2025 ◦ Por: João Vitor Barros

As vendas do varejo brasileiro para o Natal de 2025 devem alcançar R$ 72,71 bilhões, o que representa um crescimento de 2,1% em relação ao ano passado. Além disso, segundo a CNC, esse desempenho sinaliza o melhor Natal em uma década, já que pode superar o volume registrado em 2014.

À primeira vista, o setor de supermercados surge como o grande responsável por esse impulsionamento, concentrando R$ 31,51 bilhões, equivalente a 43,3% do total movimentado. Logo depois, aparecem as lojas de vestuário e calçados, que devem somar R$ 22,82 bilhões, aproximadamente 31,4% das vendas previstas.

Esse cenário, portanto, chega como alívio para os varejistas, que enfrentaram ao longo de 2025 um ambiente marcado por juros elevados, restrição de crédito e níveis persistentes de endividamento. Dessa forma, o desempenho natalino pode compensar parte das perdas acumuladas e preparar o setor para um início mais forte em 2026.

Contratações temporárias crescem e impulsionam o mercado de trabalho

Além do avanço no volume de vendas, o Natal também deve movimentar o mercado de trabalho. De acordo com a CNC, o período deve gerar 112,6 mil vagas temporárias, o que representa um aumento de 5% em relação às 107,1 mil vagas abertas no ano anterior.

Além disso, cerca de 11% desses trabalhadores algo em torno de 12,1 mil pessoas devem ser efetivados após as festas, o que reforça o impacto positivo do período sobre a economia.

Essa tendência de aceleração nas contratações já havia sido detectada anteriormente no Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec). Na pesquisa de novembro, 70% dos comerciantes afirmaram que planejavam contratar para o ciclo que vai da Black Friday até o Natal, indicando expectativas mais firmes para o último trimestre.

No detalhamento dos setores, os hiper e supermercados devem responder por quase metade das vagas (49,42%), seguidos por vestuário e calçados (22,58%) e utilidades domésticas e eletroeletrônicos (16,82%). Paralelamente, o salário médio dos temporários deve alcançar R$ 1.983,54, avanço de 7,4% sobre 2024 e acima da inflação acumulada.

Preços do Natal sobem, mas comportamento do consumidor muda

Embora o otimismo esteja presente, o consumidor precisará lidar com um aumento médio de 2,5% na cesta típica de produtos natalinos. Entre os itens que mais subiram, destacam-se:

  • Joias e bijuterias: +20,5%
  • Artigos de maquiagem: +8,4%
  • Livros: +7,2%

Por outro lado, alguns produtos ficaram mais acessíveis, o que pode alterar prioridades de compra. Entre eles:

  • Aparelhos telefônicos: –7,2%
  • TVs, som e informática: –4,5%
  • Vinhos: –1,2%

Esse movimento, portanto, deve influenciar o perfil das compras, levando muitas famílias a priorizarem produtos com maior queda de preço ou melhor custo-benefício.

E-commerce cresce quase 15% e deve faturar R$ 26,82 bilhões

Ao mesmo tempo em que o varejo físico deve ter um dos melhores anos da década, o comércio eletrônico também deve registrar números expressivos. Segundo a ABIACOM, o e-commerce brasileiro deve movimentar R$ 26,82 bilhões, ampliando em 14,95% o faturamento do Natal de 2024.

Essa estimativa considera o período entre a semana da Black Friday e o dia 25 de dezembro e mostra que:

  • O faturamento deve aumentar em mais de R$ 9,7 bilhões;
  • O número de pedidos deve subir de 36,48 milhões para 38,28 milhões;
  • O tíquete médio deve avançar de R$ 639,60 para R$ 700,70.

Assim, somando as vendas físicas e digitais, a expectativa é de que o varejo no geral atinja R$ 84,9 bilhões só no período natalino.

De acordo com a associação, esse avanço se explica, sobretudo, por fatores como a recuperação econômica gradual, a ampliação do acesso ao crédito e o uso crescente de tecnologias que facilitam atendimento, logística e personalização de ofertas. Além disso, estratégias omnichannel vêm ganhando força e garantindo entregas mais rápidas mesmo durante o pico de demanda.

Entre os segmentos com maior projeção de procura estão: moda, brinquedos, eletrônicos, beleza e decoração. Para a ABIACOM, marcas que combinarem tecnologia, atendimento humanizado e campanhas personalizadas devem conquistar vantagem competitiva relevante neste fim de ano.

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