BRASIL AMPLIA LIDERANÇA NO SETOR DE PROTEÍNA ANIMAL
ABPA projeta crescimento nas exportações de frango e carne suína em 2025 e prevê maior estabilidade nos custos de produção a partir de 2026
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A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) apresentou, em São Paulo, as projeções para a avicultura e a suinocultura em 2025 e 2026. O evento reuniu especialistas de várias regiões do país e trouxe análises sobre mercado, custos de produção, desafios sanitários e tendências que devem orientar o setor nos próximos anos.
Avanço no mercado internacional
De acordo com a entidade, o Brasil deve assumir a terceira posição entre os maiores exportadores de carne suína do mundo, alcançando quase 15% do market share global.
Na avicultura, a liderança se mantém: o país envia carne de frango para mais de 150 países e segue respondendo por cerca de um terço das exportações mundiais.
Representantes da ABPA destacaram o crescimento em mercados estratégicos, como Filipinas, e reforçaram a importância de fortalecer ações de biossegurança no campo. A entidade afirmou ainda que tem trabalhado junto ao governo federal para ampliar a regionalização da suinocultura, medida que já avançou no setor de aves.
Impacto sanitário global e novas oportunidades
O cenário internacional continua influenciado por surtos de peste suína africana e influenza aviária em diferentes regiões. Esses episódios têm reduzido a oferta de alguns países tradicionais e aberto espaço para que o Brasil aumente sua participação no comércio global.
Segundo a ABPA, o país está em condições de ampliar a produção e atender mercados antes abastecidos por Estados Unidos e Europa, que enfrentam restrições sanitárias.
Desempenho e expectativas para 2025 e 2026
Mesmo após o registro de influenza aviária em aves silvestres no Brasil, ocorrido em maio, a entidade afirma que o país preservou sua condição sanitária e deve encerrar 2025 com crescimento moderado na avicultura. A reabertura do mercado chinês deve impulsionar os resultados no fim do ano.
A ABPA também reforçou que a influenza aviária não é transmitida a humanos pelo consumo de carne ou ovos, ressaltando que a produção mantém rígido controle sanitário.
Projeções de produção e exportação
Para 2025, as estimativas da entidade são:
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Carne de frango
• Exportações: até 5,3 milhões de toneladas
• Crescimento em relação a 2024
• Produção nacional acima de 15 milhões de toneladas (+2%) -
Carne suína
• Exportações: cerca de 1,49 milhão de toneladas (+10%)
• Produção: mais de 5,5 milhões de toneladas (+4,5%)
Custos de produção e mercado de ovos
A ABPA projeta que 2026 traga mais estabilidade, especialmente devido ao arrefecimento nos preços de alguns insumos, o que deve aliviar os custos de produção tanto para aves quanto para suínos.
Outro destaque foi o desempenho do setor de ovos, que em 2024 ultrapassou pela primeira vez 1% da produção total destinada à exportação. Para a entidade, isso indica o início de uma cultura exportadora que tende a se consolidar nos próximos anos, um processo semelhante ao que ocorreu com as carnes de aves e suínos.
Crescimento com desafios
As projeções mostram que, mesmo com desafios sanitários e oscilações no mercado global, a avicultura e a suinocultura brasileiras seguem expandindo e identificando novas oportunidades para fortalecer sua presença internacional.