VACINA BRASILEIRA DE DOSE ÚNICA CONTRA A DENGUE SERÁ OFERTADA PELO SUS A PARTIR DE 2026
Vacina brasileira de dose única contra a dengue será ofertada pelo SUS a partir de 2026, com prioridade para profissionais da Atenção Primária e adultos mais velhos.
Foto: Instituto Butantan
A partir de 2026, o Sistema Único de Saúde (SUS) vai oferecer a primeira vacina brasileira de dose única contra a dengue. O Instituto Butantan desenvolveu o imunizante, enquanto o Ministério da Saúde definiu as diretrizes de uso com base em recomendação da Câmara Técnica de Assessoramento de Imunização (CTAI).
Dessa forma, o país passa a contar com uma tecnologia totalmente nacional no enfrentamento da doença.
Ministério da Saúde prioriza profissionais da Atenção Primária
Inicialmente, o Ministério da Saúde vai destinar 1,3 milhão de doses já produzidas aos profissionais da Atenção Primária à Saúde. Nesse grupo, entram agentes comunitários de saúde, agentes de endemias, enfermeiros, técnicos de enfermagem e médicos das Unidades Básicas de Saúde.
Além disso, esses profissionais mantêm contato diário com a população, o que reforçou o critério de prioridade. Segundo a pasta, as doses devem estar disponíveis até o fim de janeiro de 2026.
Governo amplia vacinação de forma gradual
Na sequência, com o aumento da produção, o Ministério da Saúde vai ampliar a vacinação para o público geral. Nesse processo, a campanha começará pelos adultos mais velhos, a partir dos 59 anos.
Em seguida, a imunização avançará gradualmente para outras faixas etárias, até alcançar pessoas a partir dos 15 anos, sempre de acordo com critérios técnicos e epidemiológicos.
Parceria internacional acelera produção em larga escala
Para garantir a ampliação da produção, o Instituto Butantan firmou parceria com a empresa chinesa WuXi Vaccines. O acordo prevê transferência de tecnologia e desenvolvimento conjunto do imunizante.
Assim, o Brasil fortalece sua capacidade produtiva e amplia a autonomia na fabricação de vacinas estratégicas para a saúde pública.
Botucatu recebe vacinação antecipada para avaliação de impacto
Além da distribuição nacional, o Ministério da Saúde vai aplicar parte das doses em uma estratégia específica no município de Botucatu, no interior de São Paulo. A cidade servirá como área de avaliação intensificada da efetividade da vacina.
Nesse contexto, o governo vai antecipar a vacinação da população entre 15 e 59 anos. A estimativa aponta que uma adesão entre 40% e 50% desse público pode gerar impacto relevante no controle da dengue.
Anvisa confirma eficácia e proteção contra casos graves
De acordo com avaliações técnicas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a vacina apresenta 74,7% de eficácia contra a dengue sintomática em pessoas de 12 a 59 anos.
Além disso, os estudos indicam proteção de 89% contra formas graves e casos com sinais de alarme. A Anvisa anunciou o registro do imunizante no fim de 2025.
SUS mantém outras estratégias de imunização
Atualmente, o SUS já oferece uma vacina contra a dengue aplicada em duas doses, destinada a adolescentes de 10 a 14 anos. Desde a incorporação do imunizante, a rede pública aplicou mais de 7,4 milhões de doses.
Para 2026, o Ministério da Saúde garantiu 9 milhões de doses desse imunizante, além de prever outras 9 milhões em 2027.
Ministério reforça medidas de prevenção
Enquanto amplia a vacinação, o Ministério da Saúde mantém a campanha “Não dê chance para dengue, zika e chikungunya”. Nesse sentido, a pasta reforça a eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, a vedação de reservatórios de água e a limpeza regular de calhas e ralos.
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