NATAL: MAIS DE 12 MILHÕES DE BRASILEIROS DEIXAM COMPRAS PARA A ÚLTIMA HORA

Pesquisa da CNDL e do SPC Brasil aponta que mais de 12 milhões de consumidores vão comprar presentes de Natal nos últimos dias, apostando em promoções e no 13º salário.

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Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

22/12/2025 ◦ Por: João Vitor Barros

À medida que o Natal se aproxima, um comportamento já tradicional do consumidor brasileiro volta a ganhar força. Segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em parceria com o SPC Brasil, mais de 12 milhões de pessoas decidiram deixar as compras de Natal para a reta final.

De acordo com a pesquisa, realizada nas 27 capitais do país, cerca de 12,2 milhões de consumidores pretendem comprar os presentes apenas nos últimos dias antes da data comemorativa. Com isso, aproximadamente 10% das pessoas que planejam presentear alguém neste fim de ano optaram por adiar as compras.

Promoções e renda extra impulsionam o adiamento

Entre os principais motivos, a expectativa por preços mais baixos aparece em primeiro lugar. Segundo o levantamento, 38% dos entrevistados afirmam que aguardam promoções de última hora para tentar economizar. Além disso, outros 25% dizem preferir esperar o recebimento de rendimentos ou da segunda parcela do 13º salário.

Ao mesmo tempo, a falta de organização também pesa: 19% dos consumidores admitem que deixam as compras para depois simplesmente por desorganização. Ainda assim, a esperança de encontrar ofertas melhores segue como o principal fator que sustenta essa decisão.

Pressão do tempo aumenta riscos ao consumidor

No entanto, apesar da expectativa de economia, especialistas alertam para os riscos desse comportamento. Segundo o presidente da CNDL, José César da Costa, o aumento do movimento nas lojas nos dias que antecedem o Natal, somado à pressão do tempo, pode dificultar a pesquisa de preços e reduzir o poder de negociação.

Além disso, a menor disponibilidade de produtos em estoque tende a limitar as escolhas. Como consequência, cresce o risco de compras por impulso e da aceitação de parcelamentos longos, que podem comprometer o orçamento familiar e gerar endividamento nos meses seguintes.

Por isso, a orientação é clara: mesmo quem deixa as compras para a última hora deve estabelecer um limite rígido de gastos, comparar preços sempre que possível e evitar decisões tomadas apenas pela urgência do momento.

Comércio projeta crescimento nas vendas

Apesar dos alertas, o cenário para o comércio segue positivo. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), o Natal de 2025 deve movimentar mais de R$ 72 bilhões no varejo, o que representa um crescimento de 2,1% em relação ao ano anterior.

Além disso, para dar conta da demanda, o setor prevê a contratação de cerca de 112,6 mil trabalhadores temporários, número superior ao registrado em 2024. Nesse contexto, supermercados e hipermercados devem concentrar a maior parte do faturamento, impulsionados pelas compras de alimentos típicas das festas de fim de ano.

Ainda assim, a CNC ressalta que fatores como juros elevados e altos níveis de inadimplência continuam limitando uma expansão mais intensa do consumo.

Planejamento segue como melhor alternativa

Por fim, especialistas reforçam que, embora o hábito de comprar na última hora faça parte da cultura do consumidor brasileiro, o planejamento antecipado e a pesquisa de preços continuam sendo as estratégias mais eficientes. Dessa forma, é possível garantir melhores condições de compra, evitar dívidas e começar o próximo ano com mais equilíbrio financeiro.

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