CONAB APONTA QUEDA DE PREÇOS DE FRUTAS NAS CEASAS EM JANEIRO; ALFACE DISPARA E BATATA E CEBOLA RECUAM
Conab aponta queda de preços de melancia, mamão, banana e laranja nas Ceasas em janeiro. Batata e cebola também recuam; alface dispara.
Foto: Reprodução / Internet
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) registrou queda de preços em quatro das cinco frutas mais comercializadas nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país. O movimento aparece no 2º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado nesta quarta-feira (25), e também alcança hortaliças importantes, como batata e cebola.
Ao mesmo tempo, alguns itens seguiram na direção contrária. Alface, cenoura, tomate e maçã ficaram mais caros no atacado, o que reforça a oscilação típica do setor, que depende de clima, safra, oferta regional e demanda.
Quatro das cinco frutas mais vendidas ficam mais baratas
De acordo com a Conab, banana, laranja, mamão e melancia apresentaram queda na média ponderada de preços em janeiro, na comparação com dezembro.
Melancia lidera a queda, apesar de oferta mais restrita
A maior redução ocorreu com a melancia, que caiu 29,96% na média ponderada. Ainda assim, a Conab aponta menor oferta por fatores como redução da safra paulista, crescimento mais lento no Rio Grande do Sul, oferta estagnada no sul da Bahia e entressafra em Goiás. Mesmo com esse cenário, a queda ganhou força por causa da demanda mais fraca, sobretudo na Ceasa do Rio de Janeiro.
Mamão recua com maior entrada de produto
O mamão teve baixa de 11,04%. Segundo o boletim, o recuo acompanha o aumento da oferta, com destaque para o papaya do norte do Espírito Santo e o formosa do sul da Bahia.
Banana cai com maior oferta da variedade nanica
A banana registrou queda de 8,99% na média ponderada. A Conab relaciona o movimento principalmente à maior oferta da variedade nanica. Além disso, temperaturas mais altas aceleraram o amadurecimento e, junto de chuvas regulares, ajudaram na qualidade e no enchimento dos cachos.
Laranja tem queda moderada, com destaque para Campinas e Goiânia
A laranja apresentou recuo de 4,83% na média ponderada. As maiores quedas apareceram nos entrepostos de Campinas (-8,74%) e Goiânia (-9,58%), influenciadas por maior oferta local.
Batata e cebola recuam no atacado
Entre as hortaliças, batata e cebola acompanharam a tendência de queda, também na comparação com dezembro.
Batata cai com a safra das águas e maior abastecimento
A batata recuou 11,75% na média ponderada. A Conab explica que a maior oferta, impulsionada pela safra das águas, aumentou o abastecimento e ajudou a manter as cotações em patamar mais baixo.
Cebola tem queda incomum para o período
Já a cebola ficou 11,01% mais barata. A Conab considera o movimento incomum para a época e atribui o recuo ao forte avanço da oferta vinda de Santa Catarina, que cresceu 115% em relação a dezembro de 2025.
Alface, cenoura, tomate e maçã sobem
Enquanto parte do hortifruti ficou mais acessível, alguns itens pressionaram os preços.
Alface dispara com chuvas e perdas no campo
A alface registrou alta de 36,56% na média ponderada. A Conab destaca que as chuvas dificultaram a colheita, provocaram perdas, reduziram a qualidade e encurtaram a vida útil da folhosa. Além disso, o excesso de precipitações também limita novos plantios, o que pode influenciar a oferta nas semanas seguintes.
Cenoura sobe com queda de oferta
A cenoura teve elevação de 8,55%. O boletim relaciona a alta à redução de 9% na oferta. Mesmo assim, a Conab ressalta que os preços ainda estão abaixo dos registrados em janeiro de 2025.
Tomate avança com menor volume em ponto de colheita
O tomate ficou 9,46% mais caro em média. A Conab aponta que áreas com frutos em ponto de colheita diminuíram, o que reduziu o volume comercializado na maioria das Ceasas e, por consequência, elevou as cotações.
Maçã sobe com menos produto no mercado
A maçã aumentou 7,75% na média ponderada. A Conab associa a alta ao fim de estoques em câmaras frias de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, além de menor oferta da maçã eva do Paraná e do encerramento do pico da safra paulista. Ainda assim, a demanda mais fraca evitou um aumento maior.
Exportações caem em volume, mas faturamento sobe
No comércio exterior, o boletim aponta que, em janeiro de 2026, o volume total exportado de frutas somou 98,44 milhões de toneladas, queda de 12% ante janeiro de 2025. Em contrapartida, o faturamento alcançou US$ 112 milhões (FOB), alta de 4,4% na mesma comparação, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Mesmo com recuo mensal em produtos como melões, limões, uvas e melancias, a Conab indica que o ano começou com bom ritmo de vendas, especialmente para Europa e Ásia, depois dos recordes registrados em 2025.
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