CONFIANÇA DA INDÚSTRIA SOBE PELO 3º MÊS E CHEGA A 96,7 PONTOS EM FEVEREIRO, MOSTRA FGV
Índice de Confiança da Indústria da FGV sobe 0,6 ponto em fevereiro, para 96,7, com melhora na situação atual e nas expectativas do setor.
Foto: Reprodução / Internet
A confiança da indústria brasileira avançou pelo terceiro mês consecutivo em fevereiro. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o Índice de Confiança da Indústria (ICI) subiu 0,6 ponto na comparação com janeiro e alcançou 96,7 pontos. Além disso, o resultado refletiu melhora tanto na leitura do presente quanto nas projeções para os próximos meses.
Ainda assim, o indicador segue abaixo da linha de 100 pontos, referência de neutralidade. Por isso, o dado reforça um quadro de recuperação gradual, mas também aponta que o setor mantém cautela diante do ambiente macroeconômico.
Situação atual melhora e indica estoques mais ajustados
Além do avanço do índice cheio, a FGV mostrou alta no componente que mede o momento atual. O Índice de Situação Atual (ISA) cresceu 1,0 ponto em fevereiro e foi a 97,4 pontos. Com isso, a indústria passou a relatar um ambiente de negócios mais favorável no mês.
Ao mesmo tempo, o levantamento sinalizou manutenção da normalidade dos estoques. Esse ponto é relevante porque estoques mais equilibrados tendem a reduzir pressões por descontos e, em seguida, podem apoiar decisões de produção.
Por outro lado, a pesquisa também indicou recuo no indicador de demanda atual. Assim, o setor melhora a avaliação do presente, porém sem eliminar sinais de desaceleração em algumas frentes.
Expectativas avançam e sustentam a melhora do ICI
Enquanto o ISA subiu com mais força, o componente de expectativas também avançou, embora em ritmo menor. O Índice de Expectativas (IE) ganhou 0,3 ponto e chegou a 96,0 pontos.
Nesse contexto, a FGV apontou que o otimismo aparece de forma mais clara em um horizonte de tempo maior. Além disso, a melhora se espalhou por diferentes segmentos, o que tende a fortalecer a leitura de avanço gradual do setor.
Juros ainda altos e cenário macro seguem no radar
Apesar da sequência positiva, a FGV avaliou que ainda é cedo para afirmar que a melhora vai se sustentar por muito tempo. Isso ocorre porque a política monetária segue contracionista, o que mantém o cenário macroeconômico desafiador.
Em janeiro, o Banco Central manteve a Selic em 15% ao ano. No entanto, o Copom indicou a possibilidade de iniciar cortes na reunião de março, caso o cenário esperado se confirme. Assim, a perspectiva de queda de juros entra como um potencial aliado para a indústria nos próximos meses.
Além disso, a leitura da FGV também cita fatores que podem ajudar o setor. Entre eles, aparecem o mercado de trabalho, o câmbio mais apreciado e uma inflação mais próxima da meta.
Setor mostra avanço disseminado entre segmentos
O resultado de fevereiro também veio com uma melhora relativamente espalhada. Segundo a FGV, 12 dos 19 segmentos industriais pesquisados registraram alta na confiança. Dessa forma, o movimento não ficou restrito a poucos setores, o que reforça a leitura de recuperação gradual.
Com isso, o ICI mantém a trajetória de melhora no início de 2026. Ao mesmo tempo, a intensidade da recuperação segue condicionada ao custo do crédito, à evolução da demanda e ao ritmo da atividade econômica.
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