FEMINICÍDIO: GERENTE DE PROTEÇÃO À MULHER NO ES CHORA AO COMENTAR MORTE DE COMANDANTE DA GCM
Em coletiva de imprensa, a representante da Sesp se emocionou ao falar sobre o caso que chocou Vitória e reforçou o alerta para a violência contra a mulher
Reprodução / Arquivo Pessoal
A morte da comandante da Guarda Municipal de Vitória, Dayse Barbosa Mattos, chocou não só os moradores da capital do Espírito Santo, mas também colegas e amigos das forças policiais do estado. A oficial, de 37 anos, foi morta a tiros na madrugada desta segunda-feira (23) pelo namorado, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza, que após o crime tirou a própria vida. A comandante deixou uma filha de 8 anos.
Segundo o delegado-chefe do Departamento Especializado de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), Fabrício Dutra, tudo leva a crer que o caso se trate de um feminicídio. Dayse teria pedido o fim do relacionamento. O suspeito teria invadido a residência durante a madrugada, usando uma escada para acessar o imóvel, e entrado no quarto onde ela dormia, onde efetuou os disparos contra a comandante.
Em uma das cenas mais marcantes desta segunda-feira (23), está o depoimento da gerente de Proteção à Mulher da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), Michele Meira, que não conseguiu conter as lágrimas ao destacar a gravidade da violência contra a mulher, inclusive entre profissionais da segurança pública.
“A perda da comandante, da forma como ocorreu, é irreparável para a instituição e para a família. Mas também acende um alerta sobre a persistência da violência contra a mulher”, afirmou.
O feminicídio no Brasil atingiu níveis recordes, com dados recentes indicando uma escalada na violência de gênero. Em 2025, o país registrou o maior número de feminicídios desde a tipificação do crime em 2015, com uma média de quatro mulheres mortas diariamente.