JORGE MESSIAS DEFENDE “AJUSTES” NO STF E CITA BÍBLIA DURANTE SABATINA NO SENADO
Indicado por Lula ao Supremo Tribunal Federal, atual advogado-geral da União afirmou ser “servo de Deus”, defendeu a laicidade do Estado e pregou pacificação entre os Poderes
Cristiano Mariz
Indicado ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o atual advogado-geral da União, Jorge Messias, é sabatinado neste momento pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal.
Em sua fala inicial, Messias defendeu que a Corte tem o dever de “se aprimorar com lucidez”, pregou a pacificação entre os Poderes e citou a Bíblia.
“Todo poder deve se sujeitar a regras e contenções. Por isso, demandas da sociedade por transparência, prestação de contas e escrutínio público não devem causar constrangimento a nenhuma instituição republicana do nosso país”, afirmou o indicado de Lula ao tribunal, ao defender que o STF precisa de “ajustes”.
Messias declarou ainda ser “servo de Deus” e citou a Bíblia, mas ressaltou a laicidade da Constituição. “Para mim, ser evangélico é uma bênção, não um ativo. A minha identidade é evangélica. Todavia, eu tenho plena clareza, senador Fabiano Contarato, de que o Estado Constitucional é laico”, afirmou.
Neste momento, Messias responde às perguntas dos senadores. Mais de 20 parlamentares se inscreveram, e a expectativa é de que a sabatina dure entre 8 e 12 horas.
Após a entrevista, a indicação será votada pela CCJ. Em seguida, o nome será analisado pelo plenário do Senado, onde precisará passar pelo crivo dos 81 senadores.
Na comissão, a aprovação depende de maioria simples entre os presentes. O colegiado tem 27 membros titulares, mas suplentes podem participar da sabatina, embora apenas os titulares tenham direito a voto.