“NO BRASIL, O GOVERNO DESENROLA A DÍVIDA E ENTREGA OUTRA”
Análise sobre risco fiscal e aumento da gastança pública reacende debate sobre crédito fácil, endividamento e impacto econômico das medidas do governo Lula
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O mercado financeiro internacional já começou a mandar recado sobre o rumo da economia brasileira.
E talvez o mais preocupante seja justamente quem está fazendo esse alerta.
As análises do BTG Pactual estão entre as mais acompanhadas por investidores internacionais, fundos estrangeiros e grandes agentes econômicos que decidem onde colocar bilhões de dólares ao redor do mundo.
E quando surge uma projeção de que o Brasil pode acumular um déficit de até R$ 1,4 trilhão nos próximos anos por causa da gastança exagerada, exorbitante, descontrolada e descomunal do atual governo, o impacto é imediato.
O investidor foge.
Porque ninguém coloca dinheiro em um país sem confiança econômica.
E aí os juros continuam altos.
Porque, para controlar a inflação e evitar que ela exploda ainda mais, o Banco Central precisa manter juros elevados.
Mas o governo continua anunciando mais gastos.
Hoje mesmo anunciou linha de crédito para motoristas de aplicativo e taxistas comprarem carro.
Mais crédito.
Eu torço muito para que o brasileiro não seja tão inexperiente.
Porque o brasileiro já conhece o governo Luiz Inácio Lula da Silva e sabe como essa história funciona.
Semana passada, o governo lançava programa para “desenrolar” a vida dos brasileiros endividados, porque o país bate recorde de inadimplência.
Agora, logo depois, libera mais crédito para as pessoas fazerem mais dívida.
Qual é a lógica disso?
O governo quer criar a falsa sensação de que as coisas estão melhores.
Você pega financiamento, compra um carro, fica feliz naquele momento e acha que a vida melhorou.
Só que esquece que assumiu mais quatro ou cinco anos de prestação.
E, no final das contas, às vezes nem consegue pagar.
Porque a economia continua fraca.
O motorista não encontra passageiros suficientes.
O mercado desacelera.
A demanda diminui.
Mas o governo segue apostando no consumo financiado como estratégia eleitoral.
E o mercado já percebeu isso.
Aliás, a própria Dilma Rousseff resumiu bem anos atrás quando disse que “o PT faz o diabo para ganhar eleição”.
E fazem mesmo.
A Dilma quebrou o Brasil para conseguir a reeleição em 2014.
E eu vou falar uma coisa: o Lula está fazendo pior do que Dilma fez em 2014.
Tudo para não perder o poder este ano.
E o pior de tudo é que pode dar certo para ele.
Não para o brasileiro.