PRESENÇA PATERNA ESTÁ LIGADA À SAÚDE MENTAL DA CRIANÇA, DIZ CIÊNCIA
Especialistas alertam que a qualidade da relação é tão importante quanto a presença física
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A ampliação da licença-paternidade para 20 dias e a criação do salário-paternidade reacenderam o debate sobre o papel dos pais na criação dos filhos. Além dos direitos trabalhistas, estudos apontam que a presença paterna está associada a benefícios para a saúde mental, o desenvolvimento cognitivo e as habilidades sociais das crianças.
Pesquisas indicam que filhos de pais mais envolvidos tendem a apresentar menos sintomas de ansiedade, menos problemas de comportamento e maior capacidade de lidar com emoções. Especialistas alertam, porém, que a qualidade da relação é tão importante quanto a presença física, já que a negligência emocional pode gerar impactos duradouros.
Estudos também mostram que a saúde mental do pai influencia diretamente o desenvolvimento infantil. Além disso, interações simples, como brincar, conversar, ler histórias e participar dos cuidados diários, estão associadas a trajetórias mais saudáveis.
Uma pesquisa dos Estados Unidos identificou ainda que o envolvimento paterno na infância pode contribuir para níveis mais equilibrados de cortisol na vida adulta, reduzindo o risco de ansiedade, depressão, insônia e até o uso de drogas e tabaco.