REINO UNIDO IMPÕE NOVAS REGRAS AO GOOGLE
Autoridade britânica cobra mais transparência nos resultados de busca e permite que usuários transfiram dados para terceiros autorizados
Foto: Reprodução / Internet
A Autoridade de Concorrência e Mercado do Reino Unido, a CMA, anunciou nesta quarta-feira (17) duas novas regras de conduta para os serviços de busca do Google.
Segundo o órgão regulador britânico, as medidas buscam ampliar a concorrência, garantir condições mais justas para empresas e aprimorar os serviços de busca oferecidos no país.
Além disso, a decisão faz parte de um movimento mais amplo de fiscalização sobre grandes empresas de tecnologia que ocupam posição dominante no mercado digital.
Google terá que explicar melhor resultados de busca
A primeira regra exige que o Google aumente a transparência e a imparcialidade na forma como classifica os resultados de pesquisa.
Na prática, a CMA quer que empresas e usuários tenham informações mais claras sobre mudanças nos critérios de ranqueamento e sobre os mecanismos usados para ordenar os links exibidos nas buscas.
Além disso, o órgão britânico quer criar meios mais eficazes para que empresas apresentem reclamações quando considerarem que sofreram prejuízo nos resultados de busca.
Usuários poderão transferir dados
A segunda exigência determina que o Google permita aos usuários transferir seus dados de pesquisa para terceiros autorizados.
Com isso, a autoridade britânica pretende facilitar a portabilidade de informações e estimular a concorrência entre serviços digitais.
Segundo a CMA, essa medida pode ajudar outras empresas a desenvolver produtos e serviços capazes de competir com ferramentas já consolidadas no mercado de buscas.
Regulador vê posição dominante
A autoridade britânica demonstrou preocupação com a posição dominante do Google no mercado de buscas.
Por isso, a CMA classificou a empresa como detentora de “status estratégico de mercado”. Essa designação permite ao regulador estabelecer obrigações específicas para ampliar transparência, concorrência e responsabilidade das grandes plataformas.
De acordo com Will Hayter, diretor-executivo de Mercados Digitais da CMA, as novas medidas devem garantir que os resultados de busca sejam classificados de forma justa e objetiva.
Medidas também envolvem inteligência artificial
As novas regras complementam exigências anunciadas pelo regulador no início deste mês.
Na ocasião, a CMA determinou medidas para permitir que editores impeçam o uso de seus conteúdos no treinamento ou alimentação de recursos de inteligência artificial do Google.
Além disso, o órgão afirmou que deve anunciar novas iniciativas ao longo do verão no Hemisfério Norte.
Google diz que vai colaborar
Após a decisão, o Google afirmou que pretende trabalhar de forma construtiva com a autoridade britânica.
“Trabalharemos de forma construtiva com a CMA para garantir que possamos manter a alta qualidade de busca para nossos usuários”, disse a empresa em nota.
Com as novas regras, o Reino Unido amplia a pressão sobre big techs e reforça o debate sobre concorrência, transparência e uso de dados no ambiente digital.
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