CRIANÇAS SÃO MAIS VULNERÁVEIS A ENVENENAMENTO POR PICADA DE ESCORPIÃO
Escorpião-amarelo é responsável pelos acidentes mais graves no Brasil; especialistas alertam para a importância do atendimento rápido após a picada.
📷: canalsaude.fiocruz
Com mais de 170 espécies de escorpiões espalhadas pelo Brasil, os casos de envenenamento pela peçonha do animal chamam a atenção para um grupo mais vulnerável aos acidentes: as crianças.
O escorpião-amarelo, com ampla distribuição em todas as macrorregiões do país, é o responsável pelos acidentes mais graves envolvendo o animal.
Por terem menor massa corporal do que um adulto, as crianças estão mais expostas aos efeitos do veneno. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, a quantidade de veneno injetada pelo escorpião é a mesma, independentemente da idade da vítima. No entanto, devido ao menor peso corporal, a concentração da toxina por quilo é maior no organismo infantil.
O veneno do escorpião possui toxinas que atuam no sistema nervoso e podem causar sintomas que afetam principalmente o coração e o sistema neurológico. Em casos graves, podem surgir sinais como taquicardia, sudorese, alterações na pressão arterial, falta de ar e outros sintomas que exigem atendimento médico imediato.
Os sinais da picada na pele costumam ser pouco visíveis, mas a dor geralmente é intensa. A rapidez na busca por atendimento é fundamental para aumentar as chances de sucesso no tratamento.
De acordo com informações do Centro de Informação e Assistência Toxicológica, em caso de acidente, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) ou o Corpo de Bombeiros (193) podem ser acionados para levar o paciente até hospitais de referência para o tratamento com soro contra acidentes com animais peçonhentos.