ASTON MARTIN LEVA NOVO CHASSI À HUNGRIA EM BUSCA DE REAÇÃO NA F1
Equipe acumula um dos piores desempenhos em classificações desde 2014 e aposta em redução de peso e mudanças aerodinâmicas no AMR26
Foto: Reprodução / Internet
A Aston Martin apresentará mudanças importantes no AMR26 durante o Grande Prêmio da Hungria. Pressionada pelo desempenho abaixo das expectativas na temporada 2026, a equipe levará ao Hungaroring um novo chassi e um amplo pacote de atualizações aerodinâmicas.
O principal objetivo é reduzir o peso do carro e.
O principal objetivo é aumentar a estabilidade nas curvas. Além disso, a escuderia espera diminuir a diferença para equipes do meio do grid, como Williams, Haas, Alpine e Audi.
A Aston Martin optou por concentrar as principais novidades em uma única etapa. Dessa forma, o GP da Hungria, último antes das férias de verão europeu, ganha caráter decisivo para o restante da temporada.
“Creio que o período em que não tivemos melhoras durante muito tempo acabou. O futuro é promissor, e todos estamos desejando ir a Budapeste para ver o que temos”, afirmou Mike Krack, chefe de operações da equipe.
Aston Martin tem déficit médio de 2s717
Os números das classificações ajudam a dimensionar as dificuldades enfrentadas pela equipe inglesa.
Em média, a Aston Martin ficou 2s717 atrás do carro mais rápido no Q1 ao longo da temporada. O levantamento considera a primeira parte da classificação, momento em que todos os pilotos entram na pista em condições semelhantes e com pneus novos.
Com esse resultado, a equipe apresenta o pior desempenho do grid em 2026. Além disso, aparece quase meio segundo atrás da Cadillac, estreante na categoria, que registra um déficit médio de 2s222.
Nas quatro etapas mais recentes, o cenário se tornou ainda mais preocupante. Nesse recorte, a diferença média da Aston Martin chegou a 3s382.
Em Spa-Francorchamps, por exemplo, a equipe ficou 4s093 atrás da Red Bull, que liderou o Q1 do GP da Bélgica.
Desempenho está entre os piores desde 2014
Desde o início da era híbrida, em 2014, apenas quatro equipes tiveram um desempenho médio pior em classificações.
A Manor Marussia de 2015 lidera a lista, com déficit de 5s160. Depois aparecem Caterham de 2014, Marussia de 2014 e Manor de 2016.
Em seguida, surge a Aston Martin de 2026, com os atuais 2s717. Portanto, a equipe apresenta números piores do que carros que atravessaram temporadas inteiras sem pontuar, como a Williams de 2020 e a Haas de 2021.
Apesar disso, Fernando Alonso conseguiu marcar um ponto ao terminar o GP de Mônaco na décima posição. Com isso, a Aston Martin aparece à frente da Cadillac no Mundial de Construtores.
Alonso terminou mais de um minuto atrás da Cadillac
O GP da Bélgica expôs novamente a diferença de desempenho.
Na ocasião, Fernando Alonso terminou mais de um minuto atrás de Valtteri Bottas, penúltimo colocado da prova e piloto da Cadillac.
O resultado contrastou com as expectativas criadas antes do início da temporada. Afinal, a Aston Martin reúne investimentos elevados, o bicampeão Alonso e Adrian Newey, projetista responsável por carros vencedores em diferentes equipes.
No entanto, o AMR26 apresentou problemas desde a pré-temporada e ainda não permitiu que Alonso e Lance Stroll disputassem posições no meio do pelotão com regularidade.

Carro enfrenta problemas em três áreas
A Aston Martin identifica limitações nos três principais pilares do carro: chassi, aerodinâmica e unidade de potência.
Enquanto outras equipes começaram a testar os modelos de 2026 no túnel de vento em janeiro de 2025, a Aston Martin iniciou esse trabalho somente em abril.
Além disso, a Honda precisou reorganizar sua estrutura depois de anunciar, em 2022, a saída da Fórmula 1 e posteriormente voltar atrás. Como parte dos engenheiros havia migrado para outros projetos, o desenvolvimento do novo motor sofreu atrasos.
Segundo Adrian Newey, a equipe também não conseguiu trabalhar de maneira suficientemente integrada durante a preparação do carro.
“As expectativas estavam no teto, mas a realidade de onde estávamos não alcançou isso”, reconheceu o projetista.
Peso compromete desempenho do AMR26
O chassi também não se integrou da melhor maneira ao restante do carro.
Com um conceito aerodinâmico compacto, o AMR26 ficou acima do peso mínimo de 768 quilos estabelecido pelo regulamento. A equipe, porém, não revelou quantos quilos precisa retirar.
Na Fórmula 1, qualquer excesso de peso pode representar décimos de segundo por volta. Portanto, a Aston Martin concentrará parte dos esforços na redução de massa do chassi e da caixa de câmbio.
Além disso, o carro apresentou quebras, falta de peças para as baterias e fortes vibrações na unidade de potência durante a pré-temporada.

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Pacote muda bico e superfícies aerodinâmicas
A suspensão dianteira continuará sem alterações no GP da Hungria. Por outro lado, a equipe fez pequenas revisões na suspensão traseira.
Além disso, o AMR26 receberá um novo bico e mudanças significativas nas superfícies aerodinâmicas.
“Embora a estrutura básica seja semelhante, trata-se de um grande pacote aerodinâmico aliado a uma redução significativa de peso”, explicou Adrian Newey.
A equipe trabalha para instalar as peças nos dois carros. Entretanto, Mike Krack admitiu que o estoque de componentes reservas será limitado durante o fim de semana.
Honda prepara novo motor para a Holanda
A Honda também desenvolve uma evolução da unidade de potência. Contudo, a fabricante japonesa planeja estrear o chamado motor “B” somente no GP da Holanda, primeira corrida depois das férias.
Mesmo sem o novo equipamento, a empresa espera uma melhora no desempenho na Hungria.
O Hungaroring exige menos potência do motor do que circuitos como Spa-Francorchamps. Por isso, as características da pista podem reduzir parte das deficiências da unidade utilizada pela Aston Martin.
Red Bull tenta convencer Verstappen a permanecer
Enquanto a Aston Martin busca uma reação, a Red Bull trabalha para manter Max Verstappen.
Laurent Mekies, gestor da equipe austríaca, confirmou que outros pilotos demonstraram interesse em uma possível vaga. No entanto, ele afirmou que o foco do time continua na evolução do RB22 e na permanência da atual dupla, formada por Verstappen e Isack Hadjar.
O holandês ocupa a sétima colocação do Mundial, com 91 pontos. Além disso, já não pode alcançar a vice-liderança antes das férias, cenário que, segundo rumores, poderia permitir a ativação de uma cláusula de saída.
Por outro lado, o terceiro lugar no GP da Bélgica aumentou o otimismo da equipe. Segundo Mekies, a Red Bull reduziu uma diferença superior a um segundo e agora precisa buscar os últimos dois ou três décimos em relação às rivais.

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Antonelli garante liderança durante as férias
Kimi Antonelli, por sua vez, chegará às férias de verão na liderança do Mundial, independentemente do resultado no GP da Hungria.
O piloto da Mercedes abriu 45 pontos de vantagem sobre Lewis Hamilton depois de vencer na Bélgica. Como restam apenas 25 pontos disponíveis antes da pausa, o italiano não pode mais perder a primeira posição.
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Antonelli soma seis vitórias em 2026, enquanto George Russell conquistou duas. Além disso, o jovem igualou Riccardo Patrese como o segundo italiano com mais triunfos na história da Fórmula 1.

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A etapa da Hungria será disputada no domingo (26) e encerrará a primeira parte da temporada antes da pausa de verão europeu.

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