PREÇO “SALGADO”: CAFÉ PODE SOFRER NOVO REAJUSTE E DEVE FICAR 25% MAIS CARO

O cafezinho é praticamente unânime na mesa da nossa população. Com poucas exceções, ele é uma das bebidas mais consumidas no Brasil e em vários países.

CAFÉ
06/02/2025 ◦ Por: Segismar Júnior

Questões climáticas e a alta do dólar são fatores que impactam no preço do café

Divulgação/internet




O cafezinho é praticamente unânime na mesa da nossa população. Com poucas exceções, ele é uma das bebidas mais consumidas no Brasil e em vários países. Mas essa paixão nacional está custando caro para o bolso dos brasileiros. Não bastassem os reajustes que, desde maio de 2024, têm alavancado o preço do café, uma recente pesquisa realizada pela Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) revela que o preço do produto pode continuar subindo nos próximos dois meses. A perspectiva é que o café fique 25% mais caro nos supermercados.

Esse é o maior patamar no preço do produto nos últimos 28 anos. Especialistas revelam que o café está com preço em alta em vários países. Fatores climáticos e a alta do dólar são alguns fatores que têm elevado o preço da bebida. Atualmente, o café é o produto mais oneroso da cesta básica, com uma alta de 37,4% no ano passado, na comparação com o ano de 2023. O aumento no preço ficou muito elevado se comparado a outros produtos que também compõem a cesta básica, como o leite, que aumentou 18%, e o arroz, que teve reajuste de 15%.

Este cenário tem gerado preocupações entre os consumidores, especialmente entre as famílias de baixa renda, que já enfrentam dificuldades com o custo de vida elevado. A alta no preço do café pode impactar não apenas o consumo doméstico, mas também a indústria de restaurantes e cafeterias, que vêem o aumento dos custos de produção e o impacto direto na lucratividade.

Além disso, o café é uma das bebidas mais emblemáticas da cultura brasileira, sendo consumido não só nas residências, mas também em encontros sociais, reuniões de trabalho e até no mercado internacional, onde o Brasil, como maior produtor mundial, se vê em uma situação delicada. A expectativa é que, com o aumento no preço, o consumo perca força, o que pode afetar ainda mais a cadeia produtiva, desde os agricultores até os comerciantes.

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