STF MARCA PARA 2 DE SETEMBRO JULGAMENTO DE BOLSONARO POR SUPOSTA TENTATIVA DE GOLPE

O início do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus no processo que apura suposta tentativa de golpe de Estado em 2022 será no dia 2 de setembro. A data foi marcada nesta sexta-feira (15) pelo ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

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15/08/2025 ◦ Por: Andréia Nikely




Julgamento será conduzido pela Primeira Turma do STF; Bolsonaro e aliados respondem a acusações ligadas ao episódio de 2022

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📷: BRENO ESAKI/METRÓPOLES

O início do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus no processo que apura suposta tentativa de golpe de Estado em 2022 será no dia 2 de setembro. A data foi marcada nesta sexta-feira (15) pelo ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

O julgamento é a última fase do processo que começou no fim de 2024, quando Bolsonaro e outros 39 aliados foram indiciados pela Polícia Federal. Desde o dia 4 de agosto, o ex-presidente está em prisão domiciliar por determinação do ministro do STF, Alexandre de Moraes.

Os réus terminaram de enviar os últimos argumentos na quarta-feira (13). Nas alegações, a defesa de Bolsonaro afirmou que o político nunca agiu para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que sempre defendeu a democracia. Com quase 200 páginas, o documento diz ainda que o “réu jamais a aderiu a qualquer suposta conspiração” e que “não há nos autos prova idônea que demonstre que Jair Bolsonaro tenha, de qualquer forma, atentado contra o livre exercício dos Poderes constitucionais, tampouco instigado terceiros a fazê-lo”.

O ex-presidente pode ser condenado a até 43 anos de prisão caso sejam aplicadas as penas máximas dos cinco crimes citados pela acusação, além das causas de aumento de punição previstas por envolvimento na suposta trama golpista.

Além de Bolsonaro, compõem o grupo os seguintes aliados: Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin), Almir Garnier (ex-comandante da Marinha), Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), Augusto Heleno (ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional), Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa), Walter Braga Netto (general do Exército e ex-ministro) e Mauro Cid (ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator).

Os réus serão julgados pelos ministros da Primeira Turma do STF: Alexandre de Moraes, Carmén Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux.

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