ESTUDO MOSTRA QUE PEDALAR REDUZ RISCO DE DEMÊNCIA
Ciclismo pode diminuir até 40% as chances da doença
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Um estudo publicado na revista científica JAMA Network Open aponta que usar a bicicleta como meio de transporte está associado a um risco menor de desenvolver demência e a um hipocampo maior, região do cérebro essencial para memória e aprendizado.
Ao longo de mais de 13 anos de pesquisa, participantes que relataram deslocamentos ativos por meio do ciclismo ou combinando a bicicleta com outros meios apresentaram de 17% a 40% menos risco de diferentes formas da doença.
O efeito foi mais evidente em pessoas sem o alelo APOE ε4, variante genética que aumenta a predisposição à demência.
Segundo os autores, pedalar ou adotar deslocamentos mistos (como bicicleta e caminhada) foi associado a:
19% menos risco de demência em geral;
22% menos risco de Alzheimer;
40% menos risco de demência de início precoce (antes dos 65 anos);
17% menos risco de demência tardia (após os 65 anos).
A previsão é que os casos de demência saltem de 55 milhões, em 2019, para 139 milhões até 2050. Medidas viáveis, como a prática regular de atividade física no deslocamento diário, podem somar-se às estratégias de prevenção, especialmente na meia-idade, período em que fatores modificáveis de risco têm maior impacto.