MUNDIAL PARALÍMPICO 2025: BRASIL BRILHA NA NATAÇÃO EM SINGAPURA E NO ATLETISMO EM NOVA DÉLI COM OUROS HISTÓRICOS
O Brasil encerrou o Mundial de Natação Paralímpica em Singapura com 39 medalhas e já começou o Mundial de Atletismo em Nova Déli com conquistas históricas: Mariana Gesteira foi tricampeã nos 50m livre, Beth Gomes levou o tetra no lançamento de disco e Petrúcio Ferreira alcançou o penta nos 100m.
Foto: Marcello Zambrana/CPB
O Mundial Paralímpico 2025 movimenta, de forma simultânea, duas cidades do cenário esportivo internacional: Singapura, que recebeu as disputas da natação, e Nova Déli, que sedia as provas do atletismo. Assim, o Brasil brilhou em ambas as frentes, colecionando pódios e escrevendo novos capítulos de sua rica trajetória no paradesporto. Enquanto a natação confirmou 39 medalhas e encerrou sua campanha, o atletismo começou com dois ouros de impacto, reforçando, portanto, a força brasileira em diferentes modalidades.
Natação em Singapura: Brasil encerra campanha com 39 medalhas
O Brasil concluiu sua participação no Mundial de Natação Paralímpica neste sábado (27), em Singapura, com mais três medalhas no último dia de provas.
- 🥇 Mariana Gesteira — 50m livre S9
- 🥈 Gabriel Bandeira — 100m borboleta S14
- 🥉 Mayara Petzold — 50m borboleta S6
Com esses resultados, a delegação terminou com 39 medalhas (13 ouros, 16 pratas e 10 bronzes), assegurando a 6ª colocação no quadro geral. Ainda que não tenha superado as campanhas históricas de 2022 e 2023, o desempenho manteve o Brasil entre as potências mundiais da modalidade.
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O brilho de Mariana Gesteira
Mariana Gesteira, que já havia conquistado ouro nos 100m livre e prata nos 100m costas, encerrou sua participação com chave de ouro ao ser tricampeã nos 50m livre S9. A nadadora de 30 anos venceu por apenas dois décimos de segundo a australiana Alexa Leary, cravando 27s60, sua melhor marca da carreira. Assim, Mariana confirmou-se como uma das referências da natação paralímpica mundial.

Foto: @marcellozambrana/CPB
Gabriel Bandeira e Mayara Petzold
Por outro lado, Gabriel Bandeira, que acumulou diversas medalhas em Singapura, ficou a oito centésimos do tetracampeonato nos 100m borboleta S14, garantindo a prata. Já Mayara Petzold encerrou sua participação com o bronze nos 50m borboleta S6, consolidando sua regularidade e mostrando potencial para futuras conquistas.
Gabriel Bandeira:

Foto: @marcellozambrana/CPB
Mayara Petzold:

Foto: @marcellozambrana/CPB
Atletismo em Nova Déli: Brasil começa com ouros de Beth Gomes e Petrúcio Ferreira
Enquanto a natação chegava ao fim em Singapura, o Mundial Paralímpico de Atletismo, realizado em Nova Déli (Índia), começou com força total para o Brasil.
Beth Gomes, tetracampeã
Aos 60 anos, Beth Gomes conquistou o tetracampeonato no lançamento de disco F53. Logo em sua primeira tentativa, atingiu 17,35m, marca suficiente para garantir o ouro e superar com folga as adversárias. Dessa forma, a atleta manteve a hegemonia em uma prova na qual é, também, recordista mundial.

Foto: Reprodução / Rede social
Petrúcio Ferreira, pentacampeão
Nos 100m T47, o velocista Petrúcio Ferreira confirmou seu favoritismo e conquistou o pentacampeonato mundial. Apesar de uma largada irregular, ele reagiu na reta final e cruzou em 10s66, apenas dois centésimos à frente do chinês Shi Kangjun. Com esse triunfo, Petrúcio segue invicto desde 2017 em Mundiais, demonstrando consistência e talento inigualáveis.

Foto: Reprodução / Rede social
Outras medalhas e classificações
Além dos dois ouros, o Brasil também conquistou duas pratas:
- 🥈 Yeltsin Jacques — 5.000m T11
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- 🥈 Vinícius Cabral — 100m T71
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Além disso, as classificatórias mostraram boas perspectivas. Ricardo Mendonça e Christian Gabriel avançaram às finais dos 100m T37, enquanto Kesley Teodoro se garantiu na decisão dos 100m T12, mantendo, portanto, as chances de novos pódios.
Balanço geral
Com a natação encerrada em Singapura e o atletismo apenas começando em Nova Déli, o Mundial Paralímpico 2025 já confirma a força do Brasil no cenário internacional. De um lado, Mariana Gesteira, Gabriel Bandeira e Mayara Petzold garantiram os últimos pódios na piscina. De outro, Beth Gomes e Petrúcio Ferreira abriram o atletismo com conquistas históricas. Dessa maneira, o país segue colecionando medalhas e reafirmando sua tradição no esporte paralímpico.
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