OURO BATE RECORDE HISTÓRICO E, PELA PRIMEIRA VEZ, ULTRAPASSA OS US$ 4 MIL
Alta reflete tensão econômica global, crise política na Europa e expectativa de corte nos juros dos EUA
📷 Reprodução: Internet
O ouro atingiu um novo recorde nesta quarta-feira (8), ao ultrapassar a marca de US$ 4 mil por onça, o maior valor já registrado para o metal precioso. Durante as primeiras horas de negociação na Ásia, a cotação chegou a US$ 4.001,11, acumulando uma valorização de mais de 50% somente em 2025.
A alta expressiva está sendo impulsionada por uma combinação de fatores: expectativa de cortes nas taxas de juros nos Estados Unidos, crise política na França e um cenário global de incertezas econômicas. Esses elementos aumentam a busca dos investidores por ativos considerados mais seguros e o ouro, tradicionalmente, é o mais procurado nesses momentos.
Embora historicamente associado à fabricação de joias, alianças e objetos de luxo, o ouro hoje tem papel central no sistema financeiro global. É visto como uma reserva de valor confiável, especialmente em tempos de instabilidade.
A cotação internacional é feita com base na unidade chamada onça troy, padrão de medida para metais preciosos, que equivale a cerca de 31,1 gramas de ouro puro.
O último pico do ouro havia sido registrado em agosto de 2020, no auge da pandemia de Covid-19, quando superou os US$ 2 mil por onça.
Entre os países com as maiores reservas de ouro do mundo estão os Estados Unidos, Alemanha, Itália, França e China nações que utilizam o metal tanto como reserva estratégica quanto como ferramenta de proteção econômica.