GOVERNADORES LANÇAM “CONSÓRCIO DA PAZ” APÓS MEGAOPERAÇÃO NO RIO

Líderes de seis estados se reuniram no Rio de Janeiro para discutir ações conjuntas de segurança pública. Encontro reforça aliança política e apoio à operação policial nas comunidades da Penha e do Alemão

CASTROO

📷 Reprodução: internet

31/10/2025 ◦ Por: Segismar Júnior

Seis governadores aliados anunciaram nesta quinta-feira (30), no Rio de Janeiro, a criação do “Consórcio da Paz”, uma aliança entre estados para atuar de forma conjunta no combate à violência e ao crime organizado.

O grupo pretende integrar forças de segurança e serviços de inteligência, mas ainda não apresentou medidas concretas sobre como a cooperação será colocada em prática.

A reunião aconteceu no Palácio Guanabara, sede do governo fluminense, poucos dias após a megaoperação policial que deixou 121 mortos nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio.

O governador Cláudio Castro (PL-RJ) foi parabenizado pelos colegas pela ação. Ele afirmou que uma nova reunião deve ser marcada para convidar outros estados a aderirem ao consórcio.

Participaram do encontro os governadores Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais; Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina; Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás; Eduardo Riedel (PSDB), do Mato Grosso do Sul; e Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo  que participou de forma virtual  além da vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP).

O encontro foi articulado após uma videoconferência na quarta-feira (29), quando os governadores manifestaram apoio à operação no Rio e decidiram se reunir presencialmente para discutir estratégias conjuntas de enfrentamento ao crime.

Organizado pelo governador Jorginho Mello, o encontro também teve um caráter político, reforçando a união de lideranças alinhadas em torno de pautas de segurança pública.

Durante o evento, Caiado e Mello adiantaram que a ideia é ampliar o consórcio para todos os 27 estados brasileiros.
Os governadores também elogiaram a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que validou, em abril, regras para operações policiais em comunidades do Rio de Janeiro.

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