BRASIL CAI PARA 65º EM RANKING GLOBAL DE COMPETITIVIDADE
País recuou sete posições, piorou nos quatro pilares avaliados e ficou à frente apenas de Botsuana, Mongólia, Nigéria, Namíbia e Venezuela
Foto: Reprodução / Internet
O Brasil caiu sete posições no Ranking Mundial de Competitividade 2026 e passou a ocupar a 65ª colocação entre 70 economias avaliadas.
Com isso, o país registrou a pior posição absoluta em anos recentes no levantamento, elaborado pelo IMD World Competitiveness Center, em parceria com a Fundação Dom Cabral.
Além disso, o recuo apagou a melhora registrada em 2025, quando o Brasil havia chegado ao 58º lugar, melhor resultado desde 2020.
País fica entre os últimos colocados
Na classificação geral, o Brasil ficou à frente apenas de Botsuana, Mongólia, Nigéria, Namíbia e Venezuela.
A colocação também superou os piores resultados anteriores do país, que havia ficado em 62º lugar em 2024 e em 61º em 2017.
Ao longo da última década, o Brasil costumava oscilar entre a 56ª e a 62ª posição. No entanto, nesta edição, caiu abaixo dessa faixa.
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Ranking avalia ambiente de negócios
O estudo mede a capacidade das economias de criar e sustentar um ambiente favorável ao desempenho das empresas.
Para isso, a metodologia combina dados estatísticos internacionais e a percepção de executivos sobre o ambiente de negócios de cada país.
Ao todo, o levantamento considera 341 indicadores, distribuídos em quatro grandes pilares: desempenho econômico, eficiência governamental, eficiência empresarial e infraestrutura.
No Brasil, a apuração conta com a parceria do Núcleo de Inovação, Inteligência Artificial e Tecnologias Digitais da Fundação Dom Cabral.
Brasil piora nos quatro pilares
O país apresentou piora em todas as dimensões avaliadas.
A maior queda ocorreu em eficiência empresarial, pilar no qual o Brasil perdeu 11 posições. Além disso, o desempenho econômico recuou seis colocações.
Mesmo com a queda, o desempenho econômico ainda aparece como o melhor pilar brasileiro, na 36ª posição.
Por outro lado, a eficiência governamental manteve a trajetória de deterioração observada desde 2022. A infraestrutura também piorou na comparação anual.
Custo de capital fica na última posição
Entre os pontos mais críticos, o Brasil aparece na última posição global em custo de capital.
Segundo o estudo, os juros elevados encarecem decisões de investimento, reduzem a previsibilidade financeira dos projetos e prejudicam a formação de capital de longo prazo.
Além disso, especialistas apontam que o custo de fazer negócios no país segue alto, com impacto sobre indústrias, empresas nascentes e investimentos produtivos.
Educação básica também aparece como gargalo
O Brasil também ficou na última posição global em educação básica.
Além disso, o país aparece entre os piores colocados em qualificação da mão de obra, habilidades financeiras, habilidades linguísticas e produtividade da força de trabalho.
Para especialistas, esse conjunto de fatores dificulta a transformação de conhecimento e investimento em ganhos reais de produtividade.
Eficiência do governo preocupa
A eficiência governamental também aparece entre os principais entraves à competitividade brasileira.
Segundo avaliações ligadas ao levantamento, o problema envolve não apenas o volume de gastos públicos, mas também a qualidade da aplicação dos recursos.
Nesse contexto, áreas como educação, saúde, inovação e infraestrutura seguem como pontos centrais para a melhora do ambiente competitivo.
País tem pontos fortes
Apesar do recuo geral, o Brasil aparece bem colocado em alguns indicadores.
A capacidade de gerar empregos no longo prazo foi o principal ponto forte, com o país na quinta posição global nesse quesito.
Além disso, o Brasil também aparece em quinto lugar em participação de energias renováveis na matriz energética e em subsídios governamentais.
O país ainda ficou em sétimo em fluxo de investimento direto estrangeiro e em oitavo em atividade empreendedora em estágio inicial.
Singapura lidera ranking
No topo da lista, Singapura assumiu a liderança do Ranking Mundial de Competitividade 2026.
Em seguida aparecem Hong Kong, Suíça, Taiwan e Emirados Árabes Unidos.
Além disso, Dinamarca, Irlanda, Países Baixos, Suécia e Estados Unidos completam o grupo das dez economias mais competitivas.
Na outra ponta da tabela, os últimos colocados são Botsuana, Mongólia, Nigéria, Namíbia e Venezuela.
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