CURITIBA É ELEITA A MELHOR CAPITAL PARA VIVER NO BRASIL; PORTO VELHO FICA NA ÚLTIMA POSIÇÃO
Ranking do Índice de Progresso Social Brasil 2026 avaliou 57 indicadores sociais e ambientais nas capitais e nos 5.570 municípios do país
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Curitiba foi apontada como a capital com melhor qualidade de vida do Brasil no Índice de Progresso Social Brasil 2026, divulgado nesta quarta-feira. A capital paranaense alcançou 71,29 pontos e liderou o ranking entre as 27 capitais brasileiras.
Por outro lado, Porto Velho, em Rondônia, ficou na última posição entre as capitais. A cidade registrou 58,59 pontos, resultado que mostra dificuldades principalmente em infraestrutura urbana, saneamento, segurança e qualidade ambiental.
O IPS avalia a capacidade dos municípios de atender necessidades básicas da população, garantir bem-estar e ampliar oportunidades. Para isso, o levantamento considera 57 indicadores sociais e ambientais, divididos em três grandes dimensões: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bem-estar e Oportunidades.
Curitiba lidera entre as capitais
Curitiba aparece no topo do ranking das capitais pelo segundo ano consecutivo. Além disso, a cidade também figura entre os municípios mais bem avaliados do país.
O bom desempenho da capital paranaense aparece principalmente em áreas como saneamento, moradia, educação e acesso ao conhecimento básico. No scorecard do IPS, Curitiba teve 86,26 pontos em Água e Saneamento e 92,42 em Moradia.
Além disso, dados do IBGE ajudam a explicar a colocação da cidade. Curitiba tem 96,91% de cobertura de esgotamento sanitário, arborização em mais de 85% das vias públicas e taxa de escolarização de 98,48% entre crianças de 6 a 14 anos.
A capital também registra IDHM de 0,823, índice considerado alto. Dessa forma, o conjunto de indicadores reforça a posição da cidade como referência em qualidade de vida entre as capitais brasileiras.
Educação também pesa no resultado
Outro ponto positivo de Curitiba está no acesso ao conhecimento básico. Nesse componente, a cidade alcançou 81,23 pontos no IPS.
O resultado considera indicadores ligados à evasão escolar, reprovação e desempenho educacional. Assim, a capital paranaense se destaca não apenas pela infraestrutura urbana, mas também pela oferta de condições sociais associadas ao desenvolvimento da população.
No entanto, mesmo com a liderança, Curitiba ainda apresenta desafios. O componente de Saúde e Bem-estar recebeu 44,07 pontos, enquanto Direitos Individuais ficou com 26,36 pontos.
Esses números indicam fragilidades em temas como inclusão social, violência, população em situação de rua e acesso a direitos.
Porto Velho fica na última posição
Na outra ponta do ranking, Porto Velho aparece como a capital com pior resultado no IPS Brasil 2026. A capital de Rondônia somou 58,59 pontos.
Entre os principais problemas estão os indicadores de infraestrutura urbana e serviços básicos. No componente Água e Saneamento, Porto Velho registrou apenas 35,42 pontos, um dos piores desempenhos do país entre as capitais.
Além disso, dados do IBGE mostram que somente 21,95% da população possui acesso a esgotamento sanitário adequado. A urbanização das vias públicas também é baixa, com 21,7%, percentual bem inferior ao registrado por Curitiba.
Segurança e meio ambiente também preocupam
Porto Velho também teve desempenho baixo em Segurança Pessoal, com 47,19 pontos, e em Qualidade do Meio Ambiente, com 43,02 pontos.
Nesses componentes, o IPS considera fatores como homicídios, mortes no trânsito, focos de calor, desmatamento, emissões e vulnerabilidade climática. Portanto, o resultado da capital rondoniense reflete dificuldades em diferentes áreas do desenvolvimento social.
Na educação, Porto Velho também fica atrás de Curitiba em indicadores como escolarização e Ideb. A cidade tem taxa de escolarização de 95,87% entre crianças de 6 a 14 anos e Ideb de 5,4 nos anos iniciais do ensino fundamental.
Apesar disso, a capital apresentou desempenho melhor em Acesso à Educação Superior, com 67,23 pontos, uma das áreas mais bem avaliadas da cidade no índice.
Veja as melhores capitais no IPS 2026
Entre as capitais brasileiras, Curitiba lidera o ranking. Em seguida, aparecem Brasília, São Paulo, Campo Grande e Belo Horizonte.

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Já as piores colocações entre as capitais ficaram com Porto Velho e Macapá. Além disso, cidades como Maceió e Salvador também aparecem entre os desempenhos mais baixos.
Interior de São Paulo lidera ranking nacional
Embora Curitiba lidere entre as capitais, a melhor cidade do país no IPS Brasil 2026 é Gavião Peixoto, no interior de São Paulo.
O município alcançou 73,10 pontos e ficou em primeiro lugar pelo terceiro ano consecutivo. Depois dele, aparecem Jundiaí, Osvaldo Cruz e Pompéia, todas em São Paulo.
Por outro lado, Uiramutã, em Roraima, ficou na última posição nacional, com 42,44 pontos.
O levantamento também mostra desigualdades regionais. Entre as 20 cidades com melhor desempenho, a maioria fica no Sul e no Sudeste. Já entre os municípios com piores notas, a maior parte está nas regiões Norte e Nordeste.
IPS mede mais do que renda
O Índice de Progresso Social busca mostrar que riqueza econômica não garante, sozinha, qualidade de vida. Diferentemente do PIB, que mede a produção de riqueza, o IPS avalia se essa riqueza se transforma em condições concretas para a população.
Por isso, o estudo considera indicadores de moradia, saneamento, saúde, segurança, educação, meio ambiente, inclusão social, acesso a direitos e oportunidades.
A média nacional do IPS Brasil 2026 ficou em 63,40 pontos, em uma escala de 0 a 100. O resultado mostra uma evolução pequena em relação a 2025, quando o país havia registrado 63,05 pontos.
O que o IPS avalia
O IPS Brasil 2026 é dividido em três dimensões.
A primeira é Necessidades Humanas Básicas, que inclui alimentação, saúde, segurança, moradia, água e saneamento. Essa dimensão teve a melhor média nacional, com 74,58 pontos.
A segunda é Fundamentos do Bem-estar, que reúne indicadores de educação básica, acesso à informação, saúde e qualidade ambiental. A média foi de 68,81 pontos.
Já a terceira dimensão é Oportunidades, que inclui direitos individuais, inclusão social, liberdade pessoal e acesso ao ensino superior. Esse foi o pior desempenho do país, com média de 46,82 pontos.
Entre os componentes avaliados, Moradia teve a melhor pontuação média nacional, com 87,95 pontos. Por outro lado, Direitos Individuais, Acesso à Educação Superior e Inclusão Social aparecem entre os temas mais críticos.
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