DIVULGAÇÃO DE ÁUDIO ENTRE FLÁVIO BOLSONARO E VORCARO REPERCUTE EM BRASÍLIA

Governistas cobram novas investigações, enquanto aliados do PL saem em defesa do senador

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📷: Waldemir Barreto / Agência Senado

14/05/2026 ◦ Por: Andréia Nikely

Um áudio em que o senador e pré-candidato ao Planalto Flávio Bolsonaro (PL) cobra dinheiro do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme “Dark Horse”, sobre a vida de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi divulgado nesta quarta-feira (13) pelo Intercept Brasil.

A notícia provocou uma série de reações no Congresso, incluindo a mobilização da cúpula do PL, além de levar governistas a pressionarem por novas investigações sobre o caso do Banco Master.

Por um lado, parlamentares do PT defendem a quebra de sigilos e a ampliação das apurações. Por outro, aliados de Flávio atuaram para conter o desgaste político e reforçaram o discurso de que os recursos envolvidos eram privados e sem uso de dinheiro público.

Em nota, Flávio confirmou ter pedido dinheiro a Vorcaro, mas negou irregularidades. Ele afirmou ainda não ter “relações espúrias” com o banqueiro. Mais cedo, o senador havia divulgado outra nota no mesmo sentido, na qual também defendeu a realização de uma CPI do Banco Master.

Quem também reagiu à notícia foram os pré-candidatos ao Planalto, adversários do senador. Romeu Zema considerou a atitude de Flávio “imperdoável”. Já Ronaldo Caiado afirmou que “o senador Flávio Bolsonaro deve responder aos questionamentos sobre o financiamento do filme e as relações com o dono do Master. Tudo o que envolve Master e cifras milionárias precisa ser tratado com total transparência com a população”.

Já o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, saiu em defesa do senador. “A Liderança do Partido Liberal na Câmara dos Deputados reitera que as explicações apresentadas pelo senador Flávio Bolsonaro são claras, coerentes e objetivas. Os fatos dizem respeito à busca de patrocínio privado para um projeto privado, sem qualquer utilização de recursos públicos. Não aceitaremos tentativas de transformar uma iniciativa privada em narrativa política artificial para atingir adversários”, escreveu Sóstenes no X (antigo Twitter).

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