FELCA DENUNCIA “CIRCO MACABRO” DA EXPLORAÇÃO INFANTIL NAS REDES

Nos últimos dias, o nome do youtuber e humorista Felipe Bressini, o Felca, tem estado entre os mais comentados na internet. Há dois dias, o criador de conteúdo, até então conhecido por seus vídeos de humor, surpreendeu ao compartilhar um vídeo de quase 50 minutos denunciando a exploração da imagem de crianças nas redes sociais.

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09/08/2025 ◦ Por: Andréia Nikely




Vídeo de quase 50 minutos já ultrapassa 12 milhões de visualizações e cita influenciadores investigados por abuso da imagem de crianças

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Reprodução/Instagram/@felca0

Nos últimos dias, o nome do youtuber e humorista Felipe Bressini, o Felca, tem estado entre os mais comentados na internet. Há dois dias, o criador de conteúdo, até então conhecido por seus vídeos de humor, surpreendeu ao compartilhar um vídeo de quase 50 minutos denunciando a exploração da imagem de crianças nas redes sociais.

O material, intitulado Adultização, já soma mais de 12 milhões de visualizações. O vídeo reúne denúncias contra influenciadores acusados de abusar da exposição infantil e explica como o algoritmo pode favorecer a entrega desse tipo de conteúdo para pedófilos.

Felca também traz uma entrevista com uma psicóloga especializada nos riscos da superexposição para crianças e adolescentes.

Entre os casos citados está o do influenciador paraibano Hytalo Santos, conhecido por realizar uma espécie de reality show com crianças e adolescentes, mostrando detalhes íntimos do convívio entre eles. Uma das adolescentes acompanhadas por ele é Kamylinha Santos, hoje com 17 anos, que convive com Hytalo desde os 12. A conta dela no Instagram, com mais de 10 milhões de seguidores, foi suspensa, e o influenciador é investigado pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB). Para Felca, o conteúdo produzido por Hytalo é um “circo macabro”.

Após a repercussão do vídeo, a conta de Hytalo Santos no Instagram foi desativada.

O material também cita outros casos, como o do canal Bel Para Meninas, investigado pelo MP do Rio de Janeiro em 2020, e o de Caroliny Dreher, que, segundo Felca, teve conteúdos íntimos vendidos pela própria mãe para pedófilos.

Para chegar ao resultado do documentário, Felca seguiu contas ligadas a esses casos para coletar informações, mas foi acusado de “curtir” publicações de menores. Ele afirma ter processado mais de 200 pessoas por difamação, mas se dispõe a retirar as ações caso os acusadores façam um pedido público de desculpas e doem R$ 250 para instituições que combatem o abuso sexual.

Em entrevista ao PodDelas nesta sexta-feira (8), o youtuber declarou que, devido às denúncias que faz em suas redes sociais, precisou reforçar sua segurança pessoal e até andar de carro blindado. Além do conteúdo sobre adultização, Felca também é ativo na luta contra os jogos de azar.

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